A ver posts de Novembro de 2010

Ainda a propósito do Codebits 2010, estava sentado numa mesa com o Pedro Cavaco, que estava a participar na competição de programação com um jogo para smartphones: Android e iPhone.

Estávamos a conversar sobre isso e eu não estava a ver uma forma fácil de fazer isso para duas plataformas ao mesmo tempo, o que se devia apenas a nunca ter tomado muita atenção a essa área...

O Pedro estava a usar uma ferramenta que compila para as duas plataformas ao mesmo tempo, usando a linguagem Lua. Posteriormente, não consegui encontrar essa framework, mas encontrei várias outras para o mesmo efeito.

A maior parte delas suporta apenas duas plataformas (Android e iPhone) e através do uso de um componente web view. Qualquer um dos factores isolados já é mau, mas seria suportável. Em conjunto, não serve para mim.

Acabei por ficar com, apenas, duas das frameworks que encontrei, a Rhomobile Rhodes e a Appcelerator Titanium, para testar.

Esta posta é pouco mais que um repositório, mais para mim do que para o mundo. Posto isto…

Apresentações com conteúdos que quero explorar em mais profundidade, com aplicações práticas para o meu trabalho ou para projectos pessoais:

Para além das acima, a apresentação How to build your own Quadrocopter (vídeo e apresentação), por Lenz Grimmer, não me ensinou nada de novo, mas é um projecto que comecei no final do verão, para se ir fazendo.

Finalmente, a Dr. © - How I Learned to Stop Worrying and Love Fair-Use Licensing (vídeo e apresentação), pelo já acima nomeado André Luís, reflecte a minha posição em relação a licenciamento (é só visitar a licença aqui do DreamsInCode).

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Já de volta a Trás-os-Montes, de dormir duas noites num colchão fofinho com lençóis, cobertores e tudo e de despachar a tralha pendurada pela gazeta ao trabalho, deixo as últimas impressões sobre o Codebits (mas ainda hei-de voltar a falar dele esta semana).

Ainda antes de me deitar no segundo dia, encontrei, finalmente, a bela da impressora 3D que procurava desde o primeiro dia… Como pensei que fosse uma coisa em destaque pela organização, nunca me tinha passado pela cabeça que estivesse numa das normalíssimas mesas redondas, mas sim numa zona mais distinta. Estava à conversa com o Cynary (do Portugal-a-Programar) e perguntei, como quem não quer a coisa, se sabia onde estava a dita cuja; a resposta foi… “ali”. Mesmo, mesmo, pitosga…

Uma coisa é certa, não vou vender a Wii tão cedo para a substituir por uma Xbox + Kinect, mas é sobretudo uma questão monetária, que a tecnologia está muito lá. Ainda não consegui brincar, mas estive a ver um casal em modo cooperativo em grande diversão. Infelizmente, o surface computer estava desligado.

Depois do almocinho, já fiquei com mais alguma boa disposição para ir assistir às apresentações com outra atitude. Apesar de ter quase adormecido algumas vezes, deveu-se apenas ao cansaço e nunca à falta de empenho dos speakers.

Em primeiro lugar, a manta da TMN não é grande coisa – não sei para quem é aquilo, mas para pessoas normais não é de certeza, acho que precisava de duas ou três para fazer uma manta normal. O comprimento até é razoável, mas a largura só dá para a Olívia Palito… Os puffs, em compensação, dão uma cama razoável, melhor que o chão.

Ter dormido apenas duas horas não está a contribuir para o meu bom humor, e o grau de exigência disparou em relação às palestras – não que estejam a ser piores, tenho é menos paciência.

Este ano, e pela primeira vez, vou participar no Sapo Codebits, que já vai na sua 4ª edição. No ano passado passou-me pela cabeça participar, mas só dei conta depois de acontecer. Este ano estava mais atento, e como a Jonasnuts é uma pessoa de palavra, cá estou eu a relatar os acontecimentos do primeiro dia, do meu ponto de vista.

Para outro ponto de vista, é ir ver o que tem a dizer o Marco Santos, do Bitaites.

Mas vamos a isto… Mal cheguei:

Reparei agora que é a segunda vez que publico uma posta em estereofonia num blog onde sou convidado, e nunca aqui falei sobre o mesmo.

A Pegada, a morar aqui, é um blog que começou com duas das minhas mais habituais leituras, que foi expandindo até ao actual colectivo pentagonal.

O Rogério da Costa Pereira é, ao que sei, advogado na zona da Covilhã, sportinguista convicto (e como todos os sportinguistas convictos, com a síndrome auto-destrutiva que os caracteriza, o que muito irrita os sportinguistas ferrenhos como eu – é diferente, meus amigos, é diferente), meu medicamento servido a tabefes no trombil para os finais de jornadas de trabalho que faço nas madrugadas dos fins-de-semana.

Isabel Moreira, também advogada (constitucionalista?), e, como tal, sempre bom para ler opiniões de quem tem, para variar, a bagagem necessária para a fundamentar convenientemente. E se também escrever coisas destas, é só a cobertura em cima do bolo.

Quanto aos três restantes, nunca tinha ouvido falar, mas lucy pepper é uma ilustradora do camandro (o catálogo dela sobre trolls devia ser de leitura obrigatória para quem tem acesso à internet – infelizmente para os nossos conblogosferistas que só falam a língua de Camões, só está disponível em Inglês), o besugo, quanto mais não fosse, é sportinguista, e dotado dum humor meio Gato Fedorento, meio Miguel Esteves Cardoso. Finalmente, e perdoe-me Luiz Antunes, como ex-músico-que-um-dia-teve-a-ilusão-de-ter-sucesso-no-panorama-musical-nacional, tenho toda a solidariedade para com a problemática da cultura em Portugal; simplesmente, a dança não é por aí além a minha praia (apesar da boa influência que sofri da minha esposa e de algumas amigas ao longo da juventude para a dança jazz, moderna e contemporânea – além do ballet da minha filha – mas não chegou).

Foi nesta ilustre companhia que me foi endereçado convite para escrever, o que fiz por duas vezes, com Todos os nomes e Limpar os pés antes de entrar.

Muito agradecido pelo convite, cá fica o singelo pagamento.

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A blogger mdsol (a viver aqui), comentadora habitual em vários blogs que costumo frequentar, deixou, aqui há dias, o seguinte comentário no Aspirina B (posteriormente promovido a post de pleno direito):

Os blogs são como uma praça de cidade pequena: onde todos se podem encontrar e onde todos se podem evitar. Há os gregários militantes (...); há os gregários soltos (...); há os institucionais (...); há os que (...) são mais desalinhados (...); há os errantes e sonhadores (...). E há, como em todas as praças, os loucos, fundamentais para a manutenção da sanidade mental dos restantes.

A comparação é bonita, lírica. E também demagógica, errada e fonte da maioria dos problemas dos blogs e foruns portugueses (nos estrangeiros, vê-se muito menos).

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