A ver posts de Dezembro de 2010

Depois do pesadelo de relações públicas no qual a Ensitel, inadvertidamente, se enfiou, eis que alguém, finalmente, lá terá pensado que se apanham mais moscas com mel do que com vinagre (embora, como diria Sheldon Cooper, se apanhem ainda mais com estrume):

Nos últimos dias temos ouvido as vossas opiniões. Nunca foi nossa intenção limitar a liberdade de expressão da Maria João Nogueira, mas apenas a defesa da nossa marca. Mas vemos agora que a nossa atitude foi inadequada e por isso vamos retirar de imediato a acção judicial.

Pretendemos também, no futuro, estar mais atentos ao que os nossos clientes dizem online, de modo a podermos assegurar que a vossa experiência com a Ensitel é o mais positiva possível. Nesse sentido estamos a preparar novas maneiras de poderem comunicar connosco, sempre que tenham um problema numa das nossas lojas ou com um dos nossos produtos.

Pedro Machado

Responsável de Vendas e Serviço a Clientes

Desta vez, fizeram tudo certo: o comunicado foi feito, precisamente, onde a repercussão foi mais forte, no Facebook; o reconhecimento que a acção foi atentatória da liberdade de expressão; o reconhecimento de que têm um problema comunicacional na área online; e o abandono do impessoal “a gerência” em favor duma personalização mais adequada.

Não sei se a ideia foi de Pedro Machado ou de alguém da sua assessoria, mas é bom que o crédito seja dado onde devido, e que o responsável pela crise anterior leve um valente puxão de orelhas.

Duma forma ou de outra, penso que terá sido o despertar definitivo das grandes empresas portuguesas para o social media. Para uma abordagem dos erros e oportunidades (quase um SWOT), ler aqui e aqui o que tem a dizer Alda Telles (consultora em comunicação e relações públicas – além de blogger, claro).

Finalmente, aquele abraço à Jonas, que aguentou os disparos iniciais desta escaramuça, e assim, provavelmente, se terá inscrito, com todo o mérito, na história do social media em Portugal – onde provavelmente já constaria, pelo seu trabalho nos blogs do Sapo.

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Há marcas que não têm a noção do ridículo... E quando resolvem puxar dos galões com uma pessoa tão conhecida e com o manifesto mau feitio da Jonasnuts, é a receita para a catástrofe. Da minha parte, cá fica o meu singelo contributo para que as marcas aprendam, de uma vez por todas, que alienar os clientes não é a melhor maneira de fazer negócio.

No passado dia 22 fui surpreendida, ao receber uma nota de citação pessoal.

Parece que a Ensitel não gosta mesmo nada dos posts que aqui escrevi sobre a minha experiência enquanto cliente deles, e acha que eu não tenho o direito de partilhar, neste meu espaço, aquilo que penso e sinto acerca da empresa.

Posto isto, os senhores, em vez de me telefonarem e perguntarem como é que poderiam resolver o problema, decidiram que era mais eficaz pedirem aos advogados que os representam que me escrevessem, intimando-me a apagar os posts em causa. Não pediram direito de resposta, não perguntaram como é que poderiam resolver o problema, não quiseram, sequer, saber, porque razão é que eu estava chateada com eles, não, decidiram que o que queriam era que eu apagasse os posts. Não apaguei.

Assim sendo, os senhores cumpriram a ameaça, e no dia 22 recebi a tal citação pessoal, que é um documento de 31 página (sim, 31) em que sou intimada pelo tribunal a constituir um advogado, e é um procedimento cautelar.

Ide continuar a ler as aventuras da Jonasnuts. Toda a história, em capítulos: Take 1, Take 2, Take 3, Take 4, Take 5, Take 6 e Take 7.

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Desde pequena, que a minha filha sofre de otites, associadas a alergias ao pólen. Nada de muito diferente de milhares de crianças, todos os anos. Como pais preocupados, falámos com a nossa médica de família, que nos marcou uma consulta para um otorrinolaringologista (ao qual me passarei a referir pelo coloquial otorrino, que otorrinolaringologista custa muito a escrever, embora pudesse copiar otorrinolaringologista e colar otorrinolaringologista sempre que precisasse de escrever otorrinolaringologista), no início do ano passado.

No entanto, e como não podíamos deixar a criança a sofrer, consultámos um otorrino privado, que fez vários exames e foi prescrevendo vários tratamentos ao longo destes quase dois anos. Ao mesmo tempo, ficámos a saber que o sistema informático do centro hospitalar tinha tido alguns problemas, e algumas consultas marcadas, incluindo a nossa, tinham desaparecido… A nossa médica de família remarcou essa consulta, desta feita com carácter de urgência.

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