Quando acabei de ler o programa eleitoral do PSD, fiz este comentário no Facebook:

Algumas coisas suscitam-me dúvidas (os 181 deputados podem reduzir representatividade devido ao método de Hondt, a redução a metade dos custos do TGV afigura-se-me impossível), mas registe-se que é preciso ter uns tomates de aço para apresentar um programa destes.

Nota: desde que tenho consciência política que a minha posição no diagrama de Nolan é algures por ali a meia altura do lado direito; por isso, sim, foi isto que me saltou à vista, e não outras propostas que os populistas e/ou socialistas consideram “chocantes”, “ultra liberais” e outros mimos.

Em relação aos custos do TGV, não me é possível tirar grandes conclusões sem um conjunto considerável de extrapolações – embora alguém conhecedor me garanta que sim, é possível, se forem construídas linhas de “velocidade alta” (250 km/h), em detrimento das linhas de “alta velocidade” (320 km/h).

Já quanto ao número de deputados, sempre tive esta ideia do perigo da redução de representatividade; o que é certo, é que nunca vi as continhas feitas, uma demonstração de como seria o panorama no parlamento, com alterações. Mas, na verdade, não custaria assim tanto – afinal, alguém teve de fazer contas semelhantes em 1974/75, e sem computador (vá, com umas máquinas de calcular binárias, se tanto).

Existiam dois passos prévios: rever a Lei Eleitoral e encontrar uma fonte de dados fidedigna e, já agora, com um processo de data mining o mais simples possível. O primeiro passo foi simples, foi só enfiar o nariz na fantástica Lei Eleitoral da Assembleia da República – versão anotada e comentada. O segundo passo foi um cheirinho mais complicado, mas ficou resolvido quando, depois de ver algumas fontes que me levantariam alguns problemas na recolha (não me apetecia nem um bocadinho escrever um parser de estrutura HTML), encontrei este site do Ministério da Justiça, em concreto, esta página.

Quem enjoar a matemática e/ou programação, pode saltar já para a quinta parte desta série.

  • Na segunda parte, falo dos métodos de distribuição dos deputados, por distrito;
  • Na terceira parte, mostro como fiz o data mining dos dados eleitorais relevantes;
  • Na quarta parte, faço algumas considerações sobre a aplicação que desenvolvi para isto e respectivo código-fonte (C++, Qt);
  • Na quinta parte, alguns gráficos comparativos das várias situações possíveis;
  • Na quinta parte e meia, mais gráficos comparativos das várias situações possíveis com os dados relativos às legislativas de 2011.
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