Legos FTW

Com alguns dias de atraso (cof, cof), aqui ficam algumas notas soltas sobre o Codebits V, por nenhuma ordem em particular.

O bar/restaurante, este ano, era muito longe, e fora do recinto. É um productivity killer. Um tipo sai para ir trincar qualquer coisa às três da manhã, já que se está na rua fuma-se um cigarro, depois aparece outro tipo, fica-se na conversa, mais um cigarro... No ano passado, era muito mais eficaz.

Deu-me a sensação que os speakers têm medo de abordar temas mais mainstream. Não descurar o potencial duma talk sobre linguagens mais comuns, como PHP, C++ ou até Python. Será que é falta de speakers desses temas, ou é pressão de apresentar sempre sobre a ponta da tecnologia?

Por falar em pressão, a pressão sobre o Inglês como língua oficiosa do evento está a destruir algumas boas talks. Há speakers que não estão preparados para apresentar em Inglês, ponto.

Ainda sobre pressão, mas no mundo empresarial, um evento destes só tinha a ganhar com mais talks sobre soft skills – este ano foi dado um passo na direcção correcta, com o Elevator Pitch, mas podia haver outras sobre networking, trabalho em equipa, coaching, por aí.

A organização ouviu as queixas do ano passado, e elevou os altifalantes dos palcos secundários para uns tripés – kudos!

O recinto começa a ficar pequeno para tanta gente. Mesmo. Muitas cadeiras, muitas mesas, muitos bean bags. O palco A, por exemplo, era terrível para quem chegassem cinco minutos atrasado: as mesas estavam quase em cima dos sofás, impossível ficar por ali de pé. Atravessar o recinto pelo meio das mesas: impossível.

Os parceiros do evento deviam ser fortemente coagidos a apresentarem talks sobre as tecnologias que trazem (alguns fazem-no, mas não todos).

A competição de segurança é quase invisível para os não participantes. Será que seria possível aumentar a interactividade da coisa? Um mini-site com explicações do que está a acontecer, tecnologias envolvidas... qualquer coisa servia.

Já agora, os participantes ou, pelo menos, os vencedores da competição poderiam ser veementemente aconselhados a apresentarem talks sobre as técnicas e obstáculos que enfretaram na mesma.

O Quiz Show é espectacular (não pude assistir no ano passado), mas ainda podia ser melhorado: o quiz master podia elaborar um pouquinho mais sobre a resposta correcta.

A competição de programação continua a estar um bocadinho inquinada, tanto por projectos que vêm meio-feitos de casa (felizmente, este ano notei bastante menos do que no ano passado), como pelo sistema de votação completamente injusto: nem sempre a collective intelligence tem o discernimento para separar o fundamental do acessório (o primeiro prémio do público, este ano, foi idiota, à falta de melhor palavra). Talvez dividir o concurso em categorias (tecnologia usada, melhor pitch, melhor valor em uso real, e por aí fora) permitisse uma maior equidade. A introdução de um juri in house deste ano foi, mais uma vez, uma grande passada na direcção correcta, embora pudesse melhorar (introduzindo uma média ponderada na votação do público, por exemplo).

A iluminação não melhorou muito – não é confortável trabalhar assim. A luzinha oferecida pela Eriksson ajudou, mas não muito.

Eu sei que não posso pedir chuveiros, mas umas salinhas para trocar de roupa vinham a calhar. Não dá jeito nenhum trocar de roupa na casa de banho (e também não dá jeito nenhum aos nossos companheiros simplesmente não mudar de roupa... pfft).

A opção de manter o recinto principal fechado durante a keynote de abertura é compreensível, mas podia ter corrido mal: era muita gente em pouco espaço, ainda para mais com mochilas, malas e casacos. Abrir o palco principal, onde iria decorrer a keynote, teria sido bastante melhor.

Para acrescentar insulto à injúria, o recinto principal foi aberto ainda durante a keynote. Quem quis mesmo assistir à keynote até ao fim, deparou-se com um mar de gente já abancado no final.

E pronto, basicamente, é isto. O evento, como sempre, foi muito bom, pelas oportunidades de conhecer colegas, e, sobretudo, de aprender muitíssimo sobre tudo e um par de botas. Ah, e Legos. Legos é sempre positivo.

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