R2D2O Montepio tem uma nova campanha publicitária baseada no universo Star Wars. Porreiro. Um dos spots de rádio conta com a "participação" do astro-dróide R2D2. Ora oiçam:

Uma conversa muito agradável, a senhora até consegue algo só ao alcance do C3PO e de alguns Jedi, que é entender os trinados do R2D2. Ou então tem um monitor de tradução como os que equipam os T-65 X-Wing Starfighter ou os Eta-2 Actis-class Interceptor.

Mas a parte que realmente me interessa é esta:

- Não, senhor R2D2, não são 4 anos-luz; são 4 anos terrestres.

Ora, ou o R2D2, à força de andar sempre metido em sarilhos, perdeu de vez o juízo, ou a senhora, realmente, não percebe patavina dos trinados, e, na volta, este desgraçado astro dróide só queria mesmo alguém que lhe trocasse o óleo, e está a ser impingido com um depósito a prazo.

É que a unidade anos-luz é uma medida de distância e não de tempo, como anos terrestres. Um ano-luz é a distância percorrida pela luz num ano. Como a velocidade da luz no vácuo é uma constante (um cheirinho menos que 300.000 quilómetros por segundo), um ano-luz é qualquer coisa como 9,46 x 1015 metros, ou quase 9,5 biliões de quilómetros (biliões dos nossos, não dos americanos).

Criativos de todo o mundo, se vão fazer referências científicas nos vossos anúncios, façam um favor à humanidade: arranjem um assessor científico. Da maneira que andam as coisas, estão baratos e impedem que pareçam uns perfeitos anormais.

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