Codebits VI
Como já é  habitual, a semana a seguir ao Codebits é bastante caótica; este ano, por motivos profissionais, essa semana transformou-se rapidamente em quase três meses. Durante esse tempo, este post foi sendo escrito em quatro dispositivos, por três zonas do país, e esteve quase para não ser publicado. Como já estava quase pronto, cá está. So, back to the  point...

Quando acordei, já o recinto fervilhava com movimento, e as primeiras talks estavam a arrancar. Dei a primeira ronda como perdida e fui tentar tirar o aspecto de zombie mal nutrido – sem grande sucesso, diga-se de passagem.

Instalei-me (isto é, deixei-me cair em cima de um puff) para ver a Tools, tools, tools, de Paulo Gaspar. Tendo como tema as diferentes ferramentas necessárias à programação, com especial enfoque no webdev, Paulo Gaspar passou por quase tudo o que era humanamente possível; só fiquei ligeiramente desapontado com a não inclusão do Netbeans – posteriormente, foi-me justificado que nem sequer sabia que o Netbeans suportava outras coisas que não Java.

Esta talk foi interrompida, perto do final, por dois eventos mesmo à Codebits: primeiro, uma mais que merecida homenagem ao Celso Martinho, pai do Codebits, co-fundador do Sapo e all around geek. Tirando a imagem um bocadinho creepy de centenas de máscaras Celsianas ao som do por vezes hipnótico, mas sempre irritante, Nyan Cat, poucas pessoas em Portugal conseguiriam ter a admiração quase consensual duma comunidade da forma como Celso Martinho consegue.

Logo de seguida, no contexto da caça aos badges, o desafio I'll do anything for a badge, que consistia em tomar o palco principal e imitar a coreografia do Gangnam Style. Como a participação foi massiva (porquê , pergunto eu), foi necessário repetir o evento. Isto é, depois do Nyan Cat, duas vezes Gangnam Style. Às vezes ainda acordo com suores frios a pensar nisto...

Depois de Gangnam Style ter atingido mil milhões de visualizações no Youtube, passo a oportunidade de o linkar novamente.

A seguir ao almoço passei mais uma vez pelas equipas que vinha a acompanhar, dar aquele último impulso moral, e cirandei por várias outras equipas. Mais do que a inovação tecnológica, ou o brilhantismo das apresentações, há uma energia no ar, um misto impalpável de excitação, receio e alguma sobranceria fingida, protecção de última linha contra uma auto-estima destruída pelo cansaço e pelo génio que se encontra a cada metro percorrido.

As apresentações decorreram de forma fluida, o sistema de votação não deu o tilt como no ano passado, e até a collective intelligence do público se comportou bastante melhor, votando bastante em projectos com efectivo interesse prático. Por exemplo, o projecto mais votado pelo público, reconhecimento automático de linguagem gestual, é tudo o que um projecto Codebits (e, em última análise, qualquer projecto de startup) deve ser: aliar o poder da tecnologia à resolução de um problema real.

No final das apresentações, infelizmente, tive que iniciar a minha viagem de regresso. Parece que, a cada ano, conforme vou aumentando a hora de regresso, o evento arranja maneira de acabar mais tarde. Já não pude assistir à divulgação dos vencedores, entrega dos prémios e discurso de encerramento de Zeinal Brava.

Fica, como sempre, a sensação de maravilhamento com o que é possível atingir quando existe a motivação correcta – mesmo quando essa motivação está longe de ser monetária. Algo a aprender pelas empresas portuguesas (e pelos sindicatos, já agora).

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