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Porque é que é o inglês a lingua franca da ciência e tecnologia, e não o mandarim?

Soldados Americano, Chinês e Inglês com as respectivas bandeiras
Foto por: Governo do Reino Unido, Outubro de 1943 – Domínio Público

Quando consideramos a quantidade de falantes nativos, temos (em estimativas de 2010) cerca de 955 milhões de nativos em mandarim, basicamente na China (Taiwan e Malásia contribuem com muito pouco, Singapura ainda com menos), e cerca de 359 milhões em inglês, espalhados por Reino Unido, EUA, África do Sul, Austrália, Canadá e uma série de outros.

Esta dispersão já poderia ser justificativa, mas a verdade esconde-se na quantidade combinada de falantes nativos e não-nativos: 1150 milhões para o mandarim, contra 1000 milhões para o inglês. A diferença esbate-se, a dispersão geográfica joga a favor do inglês e conclui-se, de caras, que a esmagadora maioria do total de falantes de mandarim está enfiada no mesmo sítio: a China. 

Mas falta ainda explicar porque é que o inglês se espalhou tanto entre não-nativos (quase duas vezes mais não-nativos do que nativos), ao contrário do mandarim, o que é fácil: o inglês é a língua nativa dos países onde começou a revolução industrial (o Reino Unido) e a tecnológica (os EUA); o mandarim é a língua nativa duma ditadura comunista, de costas voltadas para o ocidente, cuja única tentativa de apanhar o comboio da revolução industrial, com mais de 100 anos de atraso (o Grande Salto em Frente de Mao Tse-tung) redundou num falhanço de proporções épicas.

Os países que efectivamente quiseram acompanhar as revoluções industrial e tecnológica tiveram que entender o know how que lhes era transmitido. E "know how", assim mesmo em inglês, foi intencional.

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