Codebits VII

Durante o Codebits é sempre possível encontrar algumas empresas, associações e pessoas muito interessantes. Outras nem por isso. Isto não pretende ser uma lista exaustiva – aliás, dada a quantidade de pessoas, empresas e organismos interessantes presentes, seria uma lista para vários posts; estas são apenas as que me foram mais marcantes este ano (por boas ou, mais raro, más razões).

Topo #1 – os construtores: Hipnose e Artica

Apesar de não ser visível, é virtualmente impossível dar dois passos sem tropeçar no trabalho destas duas empresas. A decoração, a imagem e som… quase todo o ambiente de fundo que nem damos conta. Os palcos secundários são excelentes. O som é excelente. O grafismo projectado é excelente. É um óptimo trabalho. Já mencionei Pong em ecrã gigante? ;)

Já agora, é uma óptima oportunidade para mostrar o fantástico timelapse criado pelo Pedro Moura Pinheiro da montagem do Codebits:

Bee The First da Beeverycreative

Topo #2 - Beeverycreative

Esta tinha que vir perto do topo da lista, por vários motivos.

Em primeiro lugar, porque são da minha zona, e eu sou um tipo um bocado bairrista. Nascidos na incubadora da Universidade de Aveiro, já são independentes e instalaram-se na Gafanha de Aquém, Ílhavo, of all the places.

Depois, e talvez mais importante, porque é provável que tenham colocado o pé na porta na altura certa para as impressoras 3D. A Bee The First é, neste momento, a mais bonita impressora 3D do mercado. Apesar de já existirem a algum tempo, as impressoras 3D disponíveis até agora no mercado ficariam sempre muito deslocadas fora duma geek cave – esta é a primeira que uma esposa não-geek aceitaria no escritório lá de casa ou até na cozinha.

Isto é muito relevante e poderá mesmo ser um dos principais factores para a explosão do segmento de consumo (isso e a potencial baixa de preço, que, por quase 2.000€, ainda é puxadito).

Topo #3 - Phold

Mais uma empresa nascida na incubadora da UA, com um produto “como-é-que-não-me-lembrei-disto-antes”. É um suporte/arejador para portáteis em cartão inteligentemente dobrado. É leve, desmontável – fica plano, pronto a arrumar – e incrivelmente resistente, tendo em consideração que é só cartão, devido ao engenho com que as dobras e encaixes foram implementados.

Pessoalmente, nunca fui grande fã destes arejadores de portáteis; sempre me pareceram muito peso e espaço ocupado para poucos benefícios. Depois de usar este durante dois dias, estou absolutamente rendido, até porque, basicamente, salvaram-me as costas. Vai passar a andar sempre junto com o portátil.

Projecto RiftCycles de The Arcade Man

Topo #4 - The Arcade Man

Luís Sobral de seu nome, mas muito mais conhecido pelo seu alias, já nos habituou às suas fantásticas recuperações de arcades, mas este ano ultrapassou-se de largo.

Light cycles do filme Tron (na realidade são do Tron: Legacy)? Porreiro. Implementação, pela Overflow Interactive, de um jogo a condizer, embora simples? Ok, ninguém estava à espera de jogar o original dos anos 80 em cima daquelas motas fantásticas. O que falta? Ah, claro, ligar uns Oculus Rift para jogar em realidade virtual. The Arcade Man, ganhaste um lugar de destaque no panteão geek.

Deve ter sido, de longe, a atracção mais concorrida, não só da Hardware Den, mas de todo o Codebits (com a provável excepção do refeitório…).

Topo #5 - Sapo Labs

Sapo Labs traz sempre coisas interessantíssimas para mostrar e esta ano não foi excepção. Duas coisas chamaram-me especialmente a atenção: o Bussaco Digital e a Grande Área.

Bussaco Digital foi desenvolvido para a Fundação Mata do Bussaco e pretende ajudar no esforço de reflorestação da Mata do Buçaco, atingido por um ciclone no início de 2013. Depois de se registarem, plantar uma árvore custa entre 0,50€ e 2,00€ e colocar uma dedicatória àquela pessoa especial numa das árvores mais notáveis da Mata custa 20,00€ por ano. O mais interessante deste projecto, a nível tecnológico, é a geo-referenciação das árvores plantadas pelos utilizadores. Tem a sua pinta visitar a lindíssima zona do Luso e poder dizer “esta árvore em particular fui eu que plantei” (ou que paguei, vá…).

Grande Área é um projecto de big data sobre futebol; ainda não está disponível – ficará público no início do Mundial – mas será um repositório interactivo de dados relacionados com equipas e jogadores, com uma linha do tempo e grafismo muito interessante e claro. Será uma ferramenta extremamente interessante para jornalistas desportivos e aficionados futebolísticos.

Topo #6 - MafraLab

Ok, estes não estavam oficialmente representados no Codebits, mas eu tinha que os referir nalgum lado. Eu conheço o Diogo Alves, aka @killercode, do Portugal-a-Programar já há alguns anos e encontro-o uma vez por ano no Codebits, onde apresenta quase sempre (este ano foi a excepção) projectos marados envolvendo muito hardware hacking. Desde a última vez, tinha esta novidade: a fundação de um hackerspace em Mafra. Em Mafra! Eu moro numa capital de distrito, bolas, e o hackerspace mais próximo fica-me a 80 km. Os mafrenses têm um hackerspace só para eles. Custos de viver na província…

Fundo #1 – Nescafé Dolce Gusto (ou as meninas da Nescafé Dolce Gusto)

Como é habitual, o café é uma constante no Codebits. Este ano, em vez de uns balcões incaracterísticos, onde meninas e meninos genéricos despachavam cafés à geekalhada, a Nescafé resolveu formar parceria com o evento e colocar à disposição a sua gama Dolce Gusto. Fartei-me de emborcar Buondis, que é das marcas de café que mais gosto e que é tão, tão difícil de encontrar em cafés normais.

Como bónus, o balcão principal estava tripulado por duas simpatiquíssimas meninas, que nos tratavam, como há 4 anos genialmente colocou o Marco Santos, “como Brad Pitts do teclado”. E aqui está o meu problema: três dias, das 10 da manhã às 11 da noite… duas meninas.

Pronto, eu sei que a Sapo não tem nada a ver com isto, nem, na realidade, a Nescafé; as meninas seriam de uma daquelas agências de trabalho temporário, ou algo do género. De qualquer forma, terei sido o único a reparar na brutalidade de horas que as mesmas duas raparigas ali estiveram de pé, os três dias?

Fundo #2 – Microsoft

É um apontamento muito curto: para a dimensão que a Microsoft tem, não deveria estar melhor representada? Eu explico: salvo por breves períodos, quem normalmente estava no stand eram meros promotores, dificilmente os interlocutores adequados para os participantes de um evento desta natureza. Não seria possível dispensar meia dúzia de geeks lá dos escritórios durante 3 dias?

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