A ver posts de Setembro de 2014

Às vezes dou por mim a pensar “quando é que estes tipos se transformaram em idiotas pedantes?”

Há uns dias, tive duas revelações quase simultâneas.

Primeiro, que estes tipos sempre foram idiotas pedantes.

Segundo, e bastante pior, que, na melhor das hipóteses, compactuei com a idiotice; na pior, fui tão ou mais idiota que eles.

Peço desculpa.

Incrivelmente, dessa adolescência e juventude, os amigos mais próximos que me ficaram foram, de forma geral, os alvos dessa idiotice pedante. Até aqueles com os quais gosto mais de trocar duas de letra actualmente, que não sejam propriamente amigos próximos (até porque não sou de ter muitos amigos, muito menos próximos), foram esses alvos.

Independentemente das copiosas quantidades de trampa que a vida lhes jogou para cima, sob a forma de estrato social “errado”, disponibilidade económica baixa, fraca capacidade para os estudos ou azar puro e simples, foram os que encararam os problemas – alguns gravíssimos, como ser-se apanhado a meio da juventude sem uma perna – sempre sem idiotices ou pedantismo, e resolveram as suas vidas de forma satisfatória, alguns mais que outros, como é natural.

Outros, e nos quais me incluí temporariamente, a quem tudo parecia cair ao colo e que mesmo assim faziam questão de esfregar no focinho dos menos afortunados a sua sobranceria (pseudo) intelectual, cultural ou meramente de star status (moral não, que isso são contas de outro rosário, e, de qualquer forma, é coisa que não abunda na adolescência), estamparam-se forte e feito quando a sorte tirou uns dias de férias. O que não impede alguns desses de continuar a (tentar) espalhar a sua suposta superioridade.

É uma coisa engraçada, a vida.

Por idiota que seja.

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