Já é quase uma tradição que o sistema de votação, pelo menos, soluce durante a apresentação dos projectos. Este ano, estava mesmo engatada, e passou-se rapidamente para um plano B, que consistiu em votar através do Slack, que já estava a ser usado por grande maioria dos participantes (mas não todos).

Isto permitiu que a votação fosse mais transparente este ano. Em anos anteriores, não se tinha acesso às quantidades exactas de votos, apenas a um gráfico, e apenas durante a votação. O Slack permitiu esse acesso este ano.

No entanto, e ao contrário do vocês-sabem-o-quê, este ano os prémios do público e do júri estavam misturados. Não existia um conjunto de prémios do júri, completamente separados dos prémios do público. Pior, não houve, e continua sem haver, qualquer indicação de quais são quais, embora uma análise da votação, que é pública, e dos prémios atribuídos, faça concluir facilmente a maioria dos atribuídos pelo júri.

Mais, o método segundo o qual foram seriados os projectos não foi divulgado, senão pós-facto. Como a solução foi de recurso, até se podia admitir que não fosse possível divulgar – mas como tanto o plano A como o B se baseavam em votos positivos e negativos, o método teria de ser o mesmo.

Acabou por ser divulgado que a seriação foi por (positivos – negativos), o que me parece injusto. Em teoria, para mim, devia ter sido usado um rácio, ((positivos – negativos) / (positivos + negativos)), o que levaria em conta que as pessoas não votam pelas mais variadas razões – por exemplo, enquanto estive na fila para apresentar o nosso, deixei de votar numa carrada de projectos, simplesmente porque tinha as mãos ocupadas.

Não é que os resultados da competição sejam por aí além importantes; afinal, os prémios (sobretudo este ano) não são qualquer coisa de extraordinário.

Mas é o princípio da transparência. Basta que indiquem à priori quais os prémios do júri e do público e qual a fórmula de cálculo para a seriação dos votos do público.

Podemos discutir os méritos desta ou daquela forma de votação, se uma fórmula é mais ou menos justa que outra, mas se as regras estiverem definidas à partida, estas discussões são meramente académicas e até saudáveis. Assim, ao suscitar este tipo de discussão, a organização tornou-se desnecessariamente defensiva, quando ninguém estava a acusar de nada – estávamos a discutir metodologias, que é uma coisa que os developers fazem amiúde, por nenhuma razão em particular.

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