Agora sim, melhor Pixels Camp de sempre. Também ainda é só o segundo.

Pixels Camp 2017

Que evolução. É que se sente em primeiro lugar, no final de tudo.

O novo espaço, no Pavilhão Carlos Lopes, é não só melhor que o LX Factory do ano passado, como arrisco dizer que é também melhor que os últimos do Codebits, a Sala Tejo – a todos os níveis. O edifício em si é regalo para os olhos, com a sua traça de revivalismo barroco e os painéis de azulejo com cenas da História de Portugal. A localização, no Parque Eduardo VII é óptima e lindíssima (embora a Sala Tejo tivesse uma vista impecável para a Ponte Vasco da Gama). As acessibilidades, com o metro ali ao lado, são excelentes, as várias salas separadas para as apresentações e workshops resolvem finalmente o problema do som e os vários corredores largos e átrios foram usados para espalhar os sponsors de forma acessível e sem perturbar a circulação.

keynote de abertura trouxe várias surpresas, sendo que a maior delas todas – que já tinha sido apresentada de véspera, mas nem toda a gente segue o blog do Pixels Camp – foi o uso de uma cripto-moeda baseada na blockchain Ethereum chamada Exposure (ou EXP, for short), que substituiria a habitual dupla júri/público que atribui os prémios da hackathon. O projectos que cheguem ao fim com maior investimento – maior quantidade de EXP na conta – ganham. Para evitar distorções (a comunidade às vezes passa-se *ahem* Sensor Helmet), existiam 22 angel investors: pessoas ligadas aos sponsors ou à organização que começavam com uma quantidade muito maior de EXP, e, portanto, com o poder de influenciar grandemente o resultado.

A outra novidade, que eu tenho a sensação de já ter sido tentada antes mas com menor efeito, foi o pitch invertido dos sponsors. Os vários sponsors presentes tinham um tempo limitado para apresentarem que ferramentas e desafios tinham trazido, numa tentativa de levar a comunidade a fazer soluções para os mesmos. Com maior ou menor sucesso, houve vários sponsors com desafios e ferramentas interessantes. O que me saltou mais à vista foram as soluções de mobilidade e smart city da Siemens e a API da Mercedes.

Eu tinha ido mais ou menos convicto a não participar em nenhum projecto este ano. No ano passado quase tive um esgotamento, e não estava disposto a passar pelo mesmo. No entanto, o Carlos – meu parceiro pelo segundo ano no QuizShow e que é uma pessoa entusiástica, no mínimo – lá me convenceu a participar nalguma coisa. Acabámos por nos decidir pela API da Mercedes, e acabou por render um 5.º lugar.

Acabei por, mais uma vez, assistir apenas a meia dúzia de apresentações das imensas que queria ver; notavelmente, e tive imensa pena, o painel sobre diversidade, que foi à mesma hora da minha apresentação. Agora, é esperar pacientemente que apareçam no YouTube…

Depois, imensas coisas para fazer (e que também não fiz nem metade): tiro com arco, cortesia da Siemens, para ganhar jantares de sushi, bilhetes para o Web Summit e mini-gadgets variados; pesar a mochila, cortesia da Cisco, para ganhar access points Meraki; competição de segurança; Code in the Dark, cortesia da OLX, onde era preciso implementar uma série de designs apenas com HTML e CSS, sem acesso a mais nada a não ser ser um editor muito simples; Dragon's Breath, o habitual desafio da comida picante; Chasing Ghosts, competição de retro gaming; o sempre hilariante e concorrido Quiz Show; e ainda uma caça ao tesouro (quase literalmente: valia 50.000 EXP) envolvendo as camisolas oferecidas.

No global, foi dos melhores eventos que já fui. Ainda está longe da organização do antigo Codebits, mas está a dar grandes passos na direcção correcta e, ao mesmo tempo, a corrigir alguns vícios que aquele tinha.

Tenho mais coisas para escrever, mas vêm aí a seguir como notas isoladas.

Partilhar no Sapo Links Partilhar no del.icio.us Partilhar no Digg Partilhar no Twitter Partilhar no StumbleUpon Partilhar no MySpace Partilhar no Facebook

Comentários Deixar um comentário

 Categorias
 Arquivo
 Projectos em Destaque
 Últimas Postas no Blog
 Últimos Comentários do Blog