Por esta altura, já toda a gente deve ter ouvido falar do Projecto de Lei 118/XII, que visa actualizar o antigo regime da cópia privada, vertido no artigo 47º artigo 75º1 do Código do Direto de Autor e Direitos Conexos. Se realmente não sabem do que estou a falar, é porque só podem ter estado debaixo de uma pedra nas últimas semanas; de qualquer forma, podem ver tudo o que já foi escrito na blogosfera e na comunicação social, em listas compiladas pela Jonas.
Por falta de tempo, e também para acertar as minhas ideias sobre o assunto, fui adiando a escrita deste post. Felizmente, parece agora que o consenso inicial se desfez, primeiro pelo Bloco de Esquerda, que continua a tomar decisões políticas baseadas na timeline dos hipsters do Twitter, e, depois, pelo CDS-PP, através do seu deputado, representante na comissão parlamentar respectiva e geek de pleno direito, Michael Seufert. Aguardam-se cenas do próximo capítulo, mas já não é tão líquido que isto passe por dá cá aquela palha.
Ora bem, antes de mais quero chutar já um assunto para canto: isto não é sobre pirataria, ok? A SPA, a cada comunicado sobre isto, consegue lá enfiar a pirataria, sabe-se lá como – mas, ou é burrice, ou é má fé. A PL 118 é sobre a cópia privada, que é um acto legal; eu compro um CD, ou um livro, e tenho direito a efectuar cópias para meu uso exclusivo. Pode ser como segurança, pode ser para ter na sala e na casa de banho, whatever.
Repito, a cópia privada não é pirataria e é legal.
Por que é necessário termos um regime jurídico da cópia privada (e, sim, já o temos há muito, esta proposta só o vem actualizar)? Em primeiro lugar, e obviamente, para declarar a cópia privada como um acto legal. Em segundo, menos óbvio, para compensar os artistas por essas cópias privadas.
Com alguns dias de atraso, aparecem finalmente as notas do 3º dia de Codebits V. Tal como no ano passado, o dia da partida e os dias seguintes são demasiado preenchidos e cansativos para isto aparecer mais rápido – a gerência pede desculpa.
À noite ocorreu uma situação que eu não tinha previsto: como estive acordado até bastante mais tarde do que no dia anterior, a quantidade de malta que já tinha construído o ninho era bastante maior, tendo usado a quase totalidade dos bean bags existentes. Depois de duas voltas ao recinto, encontrei apenas um livre, e tive que me desenvencilhar. Isto é, as minhas costas e traseiro tiveram que lidar com o chão duro o melhor que puderam; apenas duas horas de sono e directamente no chão não foi propriamente a minha experiência ideal de vida.
De qualquer forma, acordei um bocado atrasado, e depois de tratar dos afazeres matinais (vá lá, Sapo, uns vestiários – eu já nem peço uns chuveiros; é que trocar de roupa na casa de banho dá uma trabalheira do demónio) e do pequeno-almoço, incrivelmente, ainda cheguei a tempo de apanhar as talks que queria ver ao vivo. Provavelmente, algum atraso deve ter jogado a meu favor.
O dia começou bastante bem, atendendo às circunstâncias – os dois bean bags aguentaram-se no sítio sem me deixarem cair (em grande parte por ter evitado mexer-me desde que me deitei, incluindo durante os 30 minutos que habitualmente demoro a adormecer), a manta que mafiei à minha esposa é muito melhor que aquela coisa estranha que a TMN ofereceu no ano passado, não dormi mais do que o esperado (até acordei antes do despertador, what about that?) e as únicas coisas más foram as do costume: ter que fazer uma gincana terrível para trocar de roupa na casa de banho e ter acordado com o nariz completamente entupido (não estou a ficar melhor, não). Até tive tempo para o meu ritual matinal do costume (cigarro » pequeno-almoço » café » cigarro) antes de começarem as talks...
Cá estamos de novo no Codebits – como diz na sua tagline, “são três dias, 24 horas por dia, 800 assistentes, conferências, workshops, comida e bebidas com força, competição de programação de 48 horas, quiz show, karaoke de apresentações, competição de segurança, consolas de jogos, LEGO, divertimento, uma experiência inesquecível”.
O dia começou bastante cedo para mim, que vim de comboio. Enjoado que nem um peru, com apenas duas horas de sono; doente. E, ao chegar, com fome. Para adicionar insulto à injúria, queria tirar umas fotografias ao rio junto à Parque Expo, enquanto não abria o registo, mas um nevoeiro cerradíssimo nem deixava ver a ponte.
Na sequência da implantação do Linux do último post, queria instalar o Windows 7 que tinha acabado de ser substituído numa máquina virtual – afinal, tenho uma licença que de certezinha que não ia ficar a apanhar pó. Na realidade, como faço algumas coisas que precisam de ser testadas nas três principais plataformas, dava-me mesmo jeito. Além disso, tinha guardado os discos das máquinas virtuais que tinha anteriormente, e precisava dos dados que estavam dentro deles.
Há algum tempo que o Windows me andava a irritar com pequenas coisas: ou era um compilador de C++ que não jogava muito bem com o sistema, ou a obrigatoriedade de ligar uma virtual machine de cada vez que queria trabalhar em webdev, e até algum peso que já começava a sentir na minha instalação do Windows 7. A decisão de instalar uma distribuição de Linux andava a criar raízes, apesar duma experiência muito má com uma distro Caldera, há 14 anos.
Os meus requisitos de escolha de uma distro eram claros e objectivos: ser activamente desenvolvida; ter uma base de utilizadores desktop de tamanho considerável; ter uma instalação seguida de zero a desktop (isto é, nada como o meu conhecido Gentoo); e que o sistema de desktop fosse o KDE (o Gnome dá-me nervos, e o Unity, então, deixa-me catatónico). Não existem assim tantas distros com todos estes requisitos, e o principal factor de desempate acabou mesmo por ser o tamanho da base de utilizadores – com mais de 50% de share em desktop e em 4º lugar (a subir rapidamente) em servidor, o vencedor era claramente o Ubuntu, na sua variante KDE, o Kubuntu.
Escolhi, ainda por cima, ao mesmo tempo a pior e a melhor semana para o fazer: quando me decidi a instalar, a versão disponível era a 11.04, e poucos dias depois saiu a 11.10. É bom ter uma versão nova para actualizar, se a actualização não me partisse tudo. Por outro lado, é chato ter de passar pelo processo de actualização, a menos que resolva um ou outro problema, o que acabou por acontecer.
Anyway, ao sentar-me para começar o processo de instalação do Kubuntu 11.04, pensei que estivesse despachado ao fim de 2 ou 3 horas. Oh, não podia estar mais enganado...
Quando mudei para a Meo, o que já de si foi uma aventura, relatada aqui, optei por desligar completamente o wireless do router deles, o Thomson TG784. Não conseguia, de maneira nenhuma, encontrar forma de filtrar os acessos por MAC address, embora tivesse quase a certeza que essa opção existiria algures. Como estava bem servido de wireless pelo meu WRT54G, perdi relativamente pouco tempo de volta disso.
A minha configuração era, portanto, o TG784 servia a MeoBox, o media center e o WRT54G, que, por sua vez, servia o resto dos equipamentos ethernet no escritório e os dispositivos wireless.
Mas as vidas e os cabos de rede dão muitas voltas, e esta configuração tinha os dias contados…
Diz que afinal foi lapso. A imagem já está creditada, depois de me queixar lá. Só me interrogo porque não pediram antes.
Afinal, já nem creditada está, foi substituída por outra. Tive que rir. Ide ver. Espero que tenham tido o bom senso de alterar a classe CadeiraItem, ao invés de obrigarem algum desgraçado a copiar e colar 230 bonequinhos. É sintomático que um site desta natureza faça o spin de me fazer passar, a mim, por mau da fita nesta história.
E, finalmente, o gráfico que lá está já não parece ter sido gerado pelo meu aplicativo. Preferem ter mais trabalho do que creditar as fontes. Se fazem isto com uma imagem, que fará de toda a informação que por lá está…
Parece que anda para aí um site cuja missão é informar de forma imparcial, “ligando os pontos”, como eles dizem, “cruzando informação”. Dizem que aceitam ”todo o conteúdo que tenha a ver com” “corrupção quer de entidades privadas, quer públicas (empresas, municípios, estado, etc)” e ainda “más práticas de governação, mais uma vez quer no sector privado, quer publico”.
Muito bem. Eu cá acho óptimo. É uma excelente ideia dos senhores do Tretas.org, à imagem, muito em voga, do WikiLeaks.
Já não acho é muita piada quando se servem do DreamsInCode sem o citar. Eu não peço grande coisa, a licença é muito lata, mas, porra, custa assim tanto dizer de onde foi roubada a imagem?
Na semana passada mandei um e-mail ao Valupi, do Aspirina B, com uma piadola acerca das eleições.
O Val, que, apesar de tudo, é um sport, colocou a minha chancada na forma de post. O resultado, em páginas vistas aqui no DreamsInCode, é o que se pode ver aí ao lado. Brutal.
Tenho que mandar mais piadas ao Val…
Volta e meia, alguém se lembra de resmonear contra os “anónimos” da web. Normalmente, quando não se concorda com os tais “anónimos”, ou quando se está sob ataque dos mesmos. Se estiverem muito sossegadinhos, já não há problema nenhum. Se meter política, e partindo do princípio que para aí metade (estimativa extremamente optimista) dos comentadores políticos online não percebe a dinâmica, a cultura e a filosofia da web para além do espacinho dos blogs políticos portugueses, aparecem rants completamente absurdas para quem acompanhou o crescimento da cultura web.
Até ver, o mais prolífico tem sido o deputado José Pacheco Pereira, o que é engraçado, porque deve ter sido dos primeiros políticos a ter um blog, tendo a obrigação e os anos disto suficientes para já compreender a filosofia da coisa – o que não o impede de escrever coisas destas. Mas há para aí mais.