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Outros Projectos @ 14-06-2011 às 23:48
SisRed Series @ 10-04-2008 às 00:00
Por esta altura, já toda a gente deve ter ouvido falar do Projecto de Lei 118/XII, que visa actualizar o antigo regime da cópia privada, vertido no artigo 47º artigo 75º1 do Código do Direto de Autor e Direitos Conexos. Se realmente não sabem do que estou a falar, é porque só podem ter estado debaixo de uma pedra nas últimas semanas; de qualquer forma, podem ver tudo o que já foi escrito na blogosfera e na comunicação social, em listas compiladas pela Jonas.
Por falta de tempo, e também para acertar as minhas ideias sobre o assunto, fui adiando a escrita deste post. Felizmente, parece agora que o consenso inicial se desfez, primeiro pelo Bloco de Esquerda, que continua a tomar decisões políticas baseadas na timeline dos hipsters do Twitter, e, depois, pelo CDS-PP, através do seu deputado, representante na comissão parlamentar respectiva e geek de pleno direito, Michael Seufert. Aguardam-se cenas do próximo capítulo, mas já não é tão líquido que isto passe por dá cá aquela palha.
Ora bem, antes de mais quero chutar já um assunto para canto: isto não é sobre pirataria, ok? A SPA, a cada comunicado sobre isto, consegue lá enfiar a pirataria, sabe-se lá como – mas, ou é burrice, ou é má fé. A PL 118 é sobre a cópia privada, que é um acto legal; eu compro um CD, ou um livro, e tenho direito a efectuar cópias para meu uso exclusivo. Pode ser como segurança, pode ser para ter na sala e na casa de banho, whatever.
Repito, a cópia privada não é pirataria e é legal.
Por que é necessário termos um regime jurídico da cópia privada (e, sim, já o temos há muito, esta proposta só o vem actualizar)? Em primeiro lugar, e obviamente, para declarar a cópia privada como um acto legal. Em segundo, menos óbvio, para compensar os artistas por essas cópias privadas.
Com alguns dias de atraso (cof, cof), aqui ficam algumas notas soltas sobre o Codebits V, por nenhuma ordem em particular.
O bar/restaurante, este ano, era muito longe, e fora do recinto. É um productivity killer. Um tipo sai para ir trincar qualquer coisa às três da manhã, já que se está na rua fuma-se um cigarro, depois aparece outro tipo, fica-se na conversa, mais um cigarro... No ano passado, era muito mais eficaz.
Deu-me a sensação que os speakers têm medo de abordar temas mais mainstream. Não descurar o potencial duma talk sobre linguagens mais comuns, como PHP, C++ ou até Python. Será que é falta de speakers desses temas, ou é pressão de apresentar sempre sobre a ponta da tecnologia?
Por falar em pressão, a pressão sobre o Inglês como língua oficiosa do evento está a destruir algumas boas talks. Há speakers que não estão preparados para apresentar em Inglês, ponto.
Ainda sobre pressão, mas no mundo empresarial, um evento destes só tinha a ganhar com mais talks sobre soft skills – este ano foi dado um passo na direcção correcta, com o Elevator Pitch, mas podia haver outras sobre networking, trabalho em equipa, coaching, por aí.
A organização ouviu as queixas do ano passado, e elevou os altifalantes dos palcos secundários para uns tripés – kudos!
Com alguns dias de atraso, aparecem finalmente as notas do 3º dia de Codebits V. Tal como no ano passado, o dia da partida e os dias seguintes são demasiado preenchidos e cansativos para isto aparecer mais rápido – a gerência pede desculpa.
À noite ocorreu uma situação que eu não tinha previsto: como estive acordado até bastante mais tarde do que no dia anterior, a quantidade de malta que já tinha construído o ninho era bastante maior, tendo usado a quase totalidade dos bean bags existentes. Depois de duas voltas ao recinto, encontrei apenas um livre, e tive que me desenvencilhar. Isto é, as minhas costas e traseiro tiveram que lidar com o chão duro o melhor que puderam; apenas duas horas de sono e directamente no chão não foi propriamente a minha experiência ideal de vida.
De qualquer forma, acordei um bocado atrasado, e depois de tratar dos afazeres matinais (vá lá, Sapo, uns vestiários – eu já nem peço uns chuveiros; é que trocar de roupa na casa de banho dá uma trabalheira do demónio) e do pequeno-almoço, incrivelmente, ainda cheguei a tempo de apanhar as talks que queria ver ao vivo. Provavelmente, algum atraso deve ter jogado a meu favor.
O dia começou bastante bem, atendendo às circunstâncias – os dois bean bags aguentaram-se no sítio sem me deixarem cair (em grande parte por ter evitado mexer-me desde que me deitei, incluindo durante os 30 minutos que habitualmente demoro a adormecer), a manta que mafiei à minha esposa é muito melhor que aquela coisa estranha que a TMN ofereceu no ano passado, não dormi mais do que o esperado (até acordei antes do despertador, what about that?) e as únicas coisas más foram as do costume: ter que fazer uma gincana terrível para trocar de roupa na casa de banho e ter acordado com o nariz completamente entupido (não estou a ficar melhor, não). Até tive tempo para o meu ritual matinal do costume (cigarro » pequeno-almoço » café » cigarro) antes de começarem as talks...
Cá estamos de novo no Codebits – como diz na sua tagline, “são três dias, 24 horas por dia, 800 assistentes, conferências, workshops, comida e bebidas com força, competição de programação de 48 horas, quiz show, karaoke de apresentações, competição de segurança, consolas de jogos, LEGO, divertimento, uma experiência inesquecível”.
O dia começou bastante cedo para mim, que vim de comboio. Enjoado que nem um peru, com apenas duas horas de sono; doente. E, ao chegar, com fome. Para adicionar insulto à injúria, queria tirar umas fotografias ao rio junto à Parque Expo, enquanto não abria o registo, mas um nevoeiro cerradíssimo nem deixava ver a ponte.