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Projectos em Destaque

Eleições e Número de Deputados

Aplicação desenvolvida para testar as propostas de dois dos candidatos às eleições legislativas de 2011 quanto ao número de deputados na Assembleia da República.

Outros Projectos @ 14-06-2011 às 23:48


Últimas postas no blog

Pixels Camp Intro

Aconteceu novamente a peregrinação anual(-ish) de geeks a Lisboa. Como é habitual, foi “o melhor Pixels Camp de sempre”. Como é habitual, há ainda tanta margem para crescer e melhorar.

Topos

Pessoas

Sempre as pessoas. Pessoas de todas as formas e feitios. O melhor disto são sempre as pessoas. Normais, esquisitas e outras. Com conhecimentos específicos ou jacks-of-all-trades. Software developers ou makers. Engenheiros ou artistas. Tantas. Pessoas. Interessantes.

O regresso dos tacos

Digam o que disserem das bifanas ou das almôndegas, se são nucleares, são tacos. E se são tacos nucleares, são feitos segundo as especificações do Pedro Couto e Santos. E, oh céus, como foram.

A afirmação do novo Quizmaster

Havia sempre a dúvida se o Carlos Rodrigues tinha tido sorte de principiante na última edição (apesar duma celsada), ou se era mesmo digno do manto.

Yep, confirma-se: é mais que digno do manto.

Patrocinadores

Sejamos realistas: isto não se fazia sem os patrocinadores. Pelo menos, não desta forma. As várias empresas do grupo Sonae, a Microsoft, a Cisco, a Talkdesk, a Siemens, a Feedzai, a Beta-i, a Taikai, a UTRUST, até a muito séria e engravatada SIBS, e a ainda mais séria e engravatada Fundação Gulbenkian, e mais uns poucos que é uma injustiça estar aqui a esquecer-me.

E, claro, a Bright Pixel, que organiza esta coisa toda e consegue convencer estes patrocinadores todos.

E os patrocinadores começam a acreditar no evento a sério, e isso nota-se – de todos os sítios onde se podia notar – nos prémios. Com muita ginástica financeira por parte de organização, concerteza, mas o nível dos prémios subiu muitos furos desde a última edição.

Não é que alguém participe pelos prémios – é mais pelos bragging rights e pela eventual oportunidade de negócio – mas é bom notar que há um esforço nesse sentido. E isso só é possível graças aos patrocinadores.

TAIKAI

A TAIKAI tinha, provavelmente, muito a provar no Pixels Camp. Funcionaria, ou ia dar o berro a meio? A utilidade seria confirmada? Haveria adesão?

Funcionou. Foi útil. O pessoal aderiu.

É capaz de ter sido o sistema de voto mais simples desde as palmas do Codebits VII, mas muito mais transparente e verificável. Tinha – e tem – os seus quirks, o que é normal numa plataforma novinha em folha, mas cumpriu o serviço com distinção.

É para seguir com atenção o que é que esta gente vai fazer a seguir.

Fundos

Networking

O wireless ser uma miséria, sobretudo no primeiro dia, é já um clássico Pixels Camp (como era no Codebits).

Mas este ano foi absolutamente miserável, e não se restringiu ao wireless. A própria rede cablada vacilou forte e feio durante os três dias, com largas horas sem acesso.

É muito difícil fazer uma boa participação numa hackathon assim, sobretudo se estás a trabalhar com IoT, que foi um dos pratos fortes desta edição.

O meu cérebro derrete um bocadinho ao pensar em ligar ~1000 pessoas (cada uma com pelo menos dois dispositivos) à internet da mesma localização, e por isso condoo-me com quem tem que planear este bicho. Mas se há ponto a resolver com urgência para a próxima edição, é este.

Comida... outra vez

Eu sei, clássico.

A comida é meio fatela. Os noodles já são meme por esta altura. Na última edição tivémos umas cenas engraçadas da Bagga, mas nem vê-las este ano.

Não há opções vegetarianas, o que nestes tempos começa a ser bastante problemático. Não para mim, note-se.

Wrap up

Não há como negar o sucesso do Pixels Camp, sobretudo tendo os sapatos do velho Codebits para preencher. Se achei a primeira edição tremida, no mínimo, a segunda já deu passos na direcção correcta, e esta continua a expandir e a melhorar, não obstante parecer-me terem existido alguns pequenos passos atrás.

O orçamento de certeza que não é infinito (pelo menos não é PT-infinito), pelo que haverá sempre concessões a fazer aqui ou ali, mas tudo somado, será dos melhores eventos tecnológicos do país. Sim, incluíndo a treta da WebSummit, que não é um evento tecnológico, mas sim uma central de compras e promoção política.

E há ainda tanta coisa de que eu não falei (Code in the Dark, Security CTF, Presentation Karaoke, Chasing Ghosts, eu sei lá), e que é sempre vários graus de espectacular.

Uma palavra para os voluntários, muitos não-geek, que aturam algumas das nossas idiossincrasias.

E a equipa da Bright Pixel que organiza isto tudo. Nem vou aqui nomear, porque seria uma injustiça das grandes esquecer-me de alguém, e de certeza que iria acontecer.

Até para o ano!

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Pixels Camp Intro

Aconteceu novamente a peregrinação anual(-ish) de geeks a Lisboa. Como é habitual, foi “o melhor Pixels Camp de sempre”. Como é habitual, há ainda tanta margem para crescer e melhorar.

Portanto, a hackathon do Pixels Camp funciona basicamente como o ecossistema das start-ups:

  1. Tens uma ideia;
  2. Implementas um proof-of-concept da ideia;
  3. Vendes a tua ideia ao mercado e a investidores;
  4. Recolhes a narta e, se for a suficiente, ganhas o jogo das start-ups.

Simples, certo? Como é que se implementa isso numa hackathon? Ora, com blockchain e tokens, como é lógico. Na última edição já tinha funcionado assim, com os EXP, mas este ano – reimplementando a ideia – foi a prova de fogo duma nova plataforma, a TAIKAI.

A TAIKAI tem grandes planos para o futuro, segundo a conversa que tive com os founders, e tenciono seguir de perto o que vão fazer a seguir; mas, para os efeitos do Pixels Camp, o conceito é simples: a TAIKAI permite criar um challenge, onde os innovators criam projects, que depois são financiados por backers (que incluem os próprios innovators).

A moeda chama-se KAI, e é distribuída pelo criador do challenge da forma que achar mais apropriada. No caso, o Pixels Camp atribuiu 25.000 KAI a 26 super-investidores, entre pessoal da organização e patrocinadores. Não esquecer que os patrocinadores lançaram desafios e têm interesse em ver esses desafios feitos.

Depois, qualquer participante pode obter KAI capturando badges na forma de códigos QR, participando em diversas actividades, falando com os patrocinadores, estando acordado às tantas da manhã e até mandando uma poia. Alguns badges são free-for-all, outros são limitados aos primeiros x a obtê-los. A maior parte dos badges dão 100 KAI, alguns 200 KAI, e dois em particular, dão 2000 KAI e 500 KAI. Mas já lá vamos.

O primeiro problema – que, meh, nem é grande problema – é que não há qualquer incentivo para gastar KAI em qualquer projecto que não seja o nosso. Na realidade, faz sentido: quantas start-ups têm sucesso, ou conseguem, pelo menos, arrancar, precisamente porque os seus founders têm os bolsos fundos? Faz algum sentido que invistas no teu próprio projecto, certo? Infelizmente, isto retira muito do voto público que as hackthon costumam ter.

Mas o principal problema é que os grandes caçadores de badges podem desbalancear bastante o resultado, para além dos primeiros 3 ou 4 lugares. Sobretudo porque muitos badges podem ser partilhados entre a equipa (isto não é batota, per se, bastava indicar onde é que o badge estava colado).

E, claro, existe o badge do desafio das t-shirts, no valor de 2000 KAI para o primeiro e 500 KAI para os próximos 10-ish. É previsível que os primeiros 4 ou 5 sejam da mesma equipa, o que quer dizer que a equipa que os encontrar obtém logo entre 3000 a 5000 KAI.

Isto dilui bastante a força dos super-investidores, sobretudo se estes dividirem os seus 26 × 25.000 = 650.000 KAI por vários projectos. Claro que os primeiros – sei lá, 4 ou 5 – lugares são consensuais entre os investidores, mas daí para baixo nota-se a influência dos caçadores de badges.

Este ano, fomos muito beneficiados por este sistema. O nosso investimento próprio representou 75% do investimento total no projecto.

Este sistema não me agrada. Parece-me injusto para quem se esforçou tanto ou mais que nós no projecto, que tinha projectos tão bons ou melhores que o nosso, mas que não conseguiu ou não quis caçar os badges.

Na realidade, fiz as contas, e se apenas contassem os super-investidores, tínhamos ficado em 24º. Yep, metade inferior da tabela classificativa.

No entanto, é evidente que vamos continuar a apostar neste sistema para o futuro, enquanto for possível. Eu não faço as regras, só jogo dentro delas.

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Pixels Camp Intro

Aconteceu novamente a peregrinação anual(-ish) de geeks a Lisboa. Como é habitual, foi “o melhor Pixels Camp de sempre”. Como é habitual, há ainda tanta margem para crescer e melhorar.

Os patrocinadores trouxeram-nos, novamente, um conjunto de desafios para mordermos. Já o tinha dito da última vez, os reverse pitches funcionam muito bem (alguns, pelo menos), e quanto mais os patrocinadores se empenharem em trazer desafios interessantes, melhor para todos os envolvidos. A publicação prévia dos desafios ajuda a arrumar as ideias com algum tempo de antecedência.

Claro que alguns dos desafios são absurdos. Os da NOS, por exemplo: algo semelhante ao Bandersnatch, mas ainda mais dinâmico, ou um AI director. Em 48 horas, a sério? O que é que andam a fumar?

Depois há os chamados soft targets. Não há como ter um mau desempenho com um destes, e, eventualmente, serem relativamente fáceis de ter qualquer coisa a funcionar no final. Os ligados ao retalho da Sonae costumam ser soft targets, e este ano havia também os da iniciativa Hack for Good da Fundação Gulbenkian. Emparelhar um destes com o último brinquedo da Microsoft era praticamente um no-brainer e fazia ainda um softer target.

Assim que saiu o da Hack for Good, fiquei logo de olho, e quando saiu o da Microsoft, vi logo o que tinha de ser feito. Falei com o meu habitual partner in crime, que também estava inclinado para o Hack for Good (soft targets, gotta love them), e acabei por escrever o pitch, a especificação de funcionalidades e o estudo da tech stack no Alfa a caminho de Lisboa.

Pitch

Summary

Implement a pair of device and application to help elders and informal caregivers with in-place ageing.

The IoT device will provide a simple two-button plus voice interface to the elders, complemented with sensor-based early warning system, while the (web) app will provide caregivers notifications, historical data and routines (medicines, meals, exercises).

Motivation

Informal caregivers – in the case of elders, mostly descendants – have most of their lives suspended. They can't be absent of the house for long, and in many cases just out of fear that something happens.

A simple smartphone, or even a dumb phone would solve some of the problems, but as anyone in contact with a 70+ person can tell you, teaching them – and convincing them – to use it can be a chore of it's own.

What our solution will try to solve is that conundrum of keeping caregivers in the loop without requiring a constant presence and avoiding the expected resistance an elder would have with a more complex device.

A seguir à keynote de abertura inseri logo o projecto no Taikai (lá irei), deixei a Joana e o Carlos a pensar na imagem e num nome, e fui fazer check-in no hotel. Quando voltei, já tinham imagem e acabámos por ficar com o nome YUP (de yet unnamed project, porque somos mesmo assim esquisitos).

MXChip

O MXChip é uma peninha de trabalhar, sobretudo para quem está habituado ao Arduino. Infelizmente, o wireless estava completamente nos porcos este ano (também lá irei), o que dificultou imensamente o desenvolvimento. A certa altura, já não sabes se não funciona porque a ligação está uma desgraça, ou se cometeste algum erro.

Rapidamente coloquei aquilo a fazer o mínimo dos mínimos (sinalização de emergência), mas depois, entre problemas de rede, problemas normais de desenvolvimento, e as vinte mil coisas que há sempre para fazer no Pixels Camp, acabou por fazer pouco mais que isso. A app (uma webapp, para atalhar caminho), devido ao tempo perdido, acabou por também fazer apenas o absolutamente mínimo (notificação de emergência), e mockups com força.

Entretanto, a equipa tinha sido realocada, por assim dizer, ao insano desafio das t-shirts. Hei-de falar mais sobre isto num post subsequente, mas, da forma como funciona o Pixels Camp, foi um risco calculado deixar-me a trabalhar sozinho no projecto e colocar a maioria das fichas no desafio. O Carlos escreveu um post sobre o processo, assim como o Márcio Martins, do ponto de vista dos criadores desta insanidade. E certifiquem-se que dão também uma vista de olhos em como o Celso escreveu um programa para o ZX Spectrum de propósito para o desafio.

Lost Pixels
by Miguel Duarte

De qualquer forma, o risco compensou. Estes malucos foram os primeiros a chegar ao final do desafio e ganharam uma boa batelada de KAIs (a moeda da hackathon). Depois ainda inventaram um esquema Ponzi (ou esquema em pirâmide), a que chamaram apropriada e descaradamente Pharaoh Ventures, usando os bónus de compra/venda da UTRUST em mais KAIs.

Entretanto, ainda fui entrevistado pelo Daniel Catalão (por volta do minuto 42), o que também gera algum interesse ali à volta. Vamos sempre falando com este e com aquele, com alguns sponsors, o costume.

No sábado de manhã já nem peguei no projecto. Não valia a pena estafar-me mais, ia ter que chegar. O Bellini gravou um vídeo rápido, a Joana ajudou o Carlos a enjorcar uma apresentação com os pontos essenciais, este ia tendo um colapso nervoso dez vezes antes de almoço, e o Tiago começou a colectar os KAIs todos na conta dele, pronto a despejar no YUP.

Chegou para o gasto. Um sétimo lugar, para juntar ao quinto da última edição, o que não é mau entre os 40-e-qualquer-coisa projectos que chegaram à apresentação final.

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Pixels Camp Into

Aconteceu novamente a peregrinação anual(-ish) de geeks a Lisboa. Como é habitual, foi “o melhor Pixels Camp de sempre”. Como é habitual, há ainda tanta margem para crescer e melhorar.

Preparação

Quando chegámos a meio de 2018, as hostes começaram a ficar nervosas com a falta de notícias. Afinal, o último Pixels Camp tinha sido em Outubro de 2017, e ainda não se notavam as habituais movimentações.

Em Junho, Celso Martinho traz-nos novidades: a data seria empurrada para Abril ou Março de 2019, com intenções de aí continuar.

Eu empurrei com a (minha muy proeminente) barriga a preparação de uma ou outra talk. Entretanto, com um mês de antecedência, começa a qualificação para o Amazing Quizshow, e entre o isso e o meu trabalho diurno, acabei mesmo por não ter tempo para mais nada.

A qualificação foi desafiante/frustrante/hilariante como sempre, e o Quizmaster Carlos Rodrigues prova este ano que não teve apenas sorte de principiante no ano passado - o novo Quizmaster é mesmo, e pelo menos, tão bom como o velho Carlos Morgado.

O Carlos fez um apanhado da qualificação, e o Fernando Mendes detalhou com muito humor a solução da caça ao tesouro do terceiro qualificador.

Viagem

Há duas coisas que me são lembradas de cada vez que tenho de ir a Lisboa, sobretudo de transportes públicos:

  1. Adoro viajar de comboio – pelo menos, adoro viajar com o pandeiro devidamente acomodado no Alfa;
  2. Ia detestar viver e trabalhar em Lisboa.

Viajar no Alfa – em vez de ir de carro, por exemplo – tem uma enorme vantagem: permite ir a trabalhar no caminho. Sobretudo se se conseguir marcar lugar nas mesas e junto a uma ficha eléctrica (para quem tem portáteis gulosos, como o meu). O wireless da CP é que, pronto, coise. É uma miséria, não há outra maneira de o dizer. Mas nada que um router 4G e alguma paciência não resolvam.

Claro que, em chegando ao Oriente, dá-me logo vontade de voltar ao aconchego do Alfa.

Eu consigo ir a Lisboa tão poucas vezes, e acontecer-me sempre alguma. Desta vez, a linha vermelha do Metro interrompida. Imensa gente a acotovelar-se nas catacumbas do Oriente.

Volto para cima, decidido a chamar um Uber, mas a distância até ao Pavilhão Carlos Lopes e o pico de procura tinham atirado os preços para níveis absurdos.

Volto para baixo e aguardo pacientemente. As cancelas abrem, e aquilo parece tudo menos uma sociedade evoluída. Em chegando lá abaixo, tenho que deixar passar umas três ou quatro composições, simplesmente porque a cena das cotoveladas e dos empurrões não é a minha praia.

Uma mudança de linha de metro e uma subida de 20 metros colocam-me, finalmente, estafado e a bufar, à porta do Carlos Lopes, onde o Carlos Martins and company já me esperavam com uma mesa para poisar o portátil e uma cadeira para poisar o coiro.

Pavilhão Carlos Lopes

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Dezoito meses. Ano e meio. Praticamente ao dia.

É esta a duração do abandono deste blog. Em parte falta de tempo, em parte preguiça de escrever, em parte um bocado de enfado do design estafado disto, que já devia ter sido mudado há anos – mas estou a trabalhar nisso (há anos, também).

Oh, well.

Vêm aí posts novos (sobre o tema do costume, mas não só).

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