Às vezes dou por mim a pensar “quando é que estes tipos se transformaram em idiotas pedantes?”

Há uns dias, tive duas revelações quase simultâneas.

Primeiro, que estes tipos sempre foram idiotas pedantes.

Segundo, e bastante pior, que, na melhor das hipóteses, compactuei com a idiotice; na pior, fui tão ou mais idiota que eles.

Peço desculpa.

Incrivelmente, dessa adolescência e juventude, os amigos mais próximos que me ficaram foram, de forma geral, os alvos dessa idiotice pedante. Até aqueles com os quais gosto mais de trocar duas de letra actualmente, que não sejam propriamente amigos próximos (até porque não sou de ter muitos amigos, muito menos próximos), foram esses alvos.

Independentemente das copiosas quantidades de trampa que a vida lhes jogou para cima, sob a forma de estrato social “errado”, disponibilidade económica baixa, fraca capacidade para os estudos ou azar puro e simples, foram os que encararam os problemas – alguns gravíssimos, como ser-se apanhado a meio da juventude sem uma perna – sempre sem idiotices ou pedantismo, e resolveram as suas vidas de forma satisfatória, alguns mais que outros, como é natural.

Outros, e nos quais me incluí temporariamente, a quem tudo parecia cair ao colo e que mesmo assim faziam questão de esfregar no focinho dos menos afortunados a sua sobranceria (pseudo) intelectual, cultural ou meramente de star status (moral não, que isso são contas de outro rosário, e, de qualquer forma, é coisa que não abunda na adolescência), estamparam-se forte e feito quando a sorte tirou uns dias de férias. O que não impede alguns desses de continuar a (tentar) espalhar a sua suposta superioridade.

É uma coisa engraçada, a vida.

Por idiota que seja.

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Se há coisa de que não podem acusar a cultura geek é de não ser divertida. Podemos não nos divertir da forma mais convencional, é certo, mas apreciamos uma boa gargalhada tanto como o poeta, o historiador ou o desportista. Mesmo que não seja uma gargalhada, adoramos a nossa quota-parte de insólito e surpreendente.

Estas são as 5 coisas que eu achei mais interessantes, engraçadas ou surpreendentes. Não estão incluídas as que já referi em posts anteriores, como o Pong em ecrã gigante ou as RiftCycles, por exemplo.


Quadcopter no exterior

1. Objectos voadores

Quadcopter na hardware den

Começou logo de manhã, enquanto esperávamos para entrar: um quadcopter equipado com uma GoPro fez várias passagens sobre a Sala Tejo.

Entretanto, cá em baixo, já se discutia as implicações da proliferação destes aparelhos, nomeadamente ao nível da legislação cavalgante que assola não só o nosso país, como a União Europeia. Expressava-se preocupação com um eventual esforço regulador; alguns pontos serão mais ou menos consensuais - vista a facilidade com que estes aparelhos transportam equipamento fotográfico e vídeo, a privacidade e o direito à imagem são uma preocupação muito real - outros, nem por isso, como a obrigatoriedade de se ter licença (a licença de aeromodelismo não é obrigatória… ainda).

Durante o evento, o Luís Correia tinha o seu tricopter sempre à mão, assim como um monstruoso quadcopter - eu tive o desprazer de ficar debaixo dele durante alguns segundos numa das noites e aquela brincadeira faz uma ventania incrível apenas a pairar.

Na Hardware Den havia vários, incluindo este aqui em cima. O piloto estava a testá-lo no meio da sala e eu pedi-lhe para tirar algumas fotos em voo; a resposta dele foi “cuidado, que o controlo de estabilidade não está em condições e ele está um bocado errático”. Ia ficando sem cabelo várias vezes…


Trono de teclados

2. Trono de Teclados

Codebits meets Game of Thrones. E como só uma pessoa podia ser o Rei do Codebits, a equipa do Celso Martinho ofereceu-lhe este magnífico trono. Não há muito a dizer; momento hilariante logo na keynote de abertura.

Como menção honrosa relacionada, o Celso viajante, onde uma variedade de pessoas usou as máscaras de Celso do última edição para as fotografar pelo mundo inteiro. Não é por acaso que #celsada já é uma tag comum durante o Codebits


Massagens OutSystems

3. Massagens OutSystems

A passear pelo recinto e de repente… quê? Massagens?

Eu percebo a ideia a transmitir: somos uma empresa tão preocupada com o bem estar dos nossos funcionários que até temos massagens; os profissionais da tecnologia têm vidas muito stressantes, o mínimo que lhes podemos oferecer é este miminho.

Pois bem, isto para mim tem um nome: aliciamento. Mas, por favor, continuem com aliciamentos destes… ;)


Algodão doce

4. Algodão doce

Já me ofereceram muita coisa no Codebits, desde ovos moles até castanhas assadas. Agora algodão doce… definitivamente, não estava à espera desta.

Pontos extra para a criatividade das fatiotas das meninas e os seus chapéus de algodão.


5. Mulheres

De ano para ano, a quantidade de participantes femininos têm vindo a aumentar, mas este ano o salto foi muito visível. A proporção ainda é muito baixa (a olho pareceu-me andar à volta de 1/6), mas ainda assim pareceu-me muito maior que noutros anos.

Eu sou absolutamente contra paridades por decreto, como fazem os partidos políticos - se provam alguma coisa, é a incapacidade que os alvos têm de contornar o problema por si; ao não existirem paridades forçadas, podemos ter a certeza que as mulheres que encontramos num evento destes são, no mínimo, tão competentes como os homens. E isso é óptimo.

Para além de designers (o que é expectável, visto que as mulheres trabalham melhor com cores do que os homens, fruto dos dois cromossomas X), andavam por lá mulheres ligadas às mais variadas valências.

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Codebits VII

Durante o Codebits é sempre possível encontrar algumas empresas, associações e pessoas muito interessantes. Outras nem por isso. Isto não pretende ser uma lista exaustiva – aliás, dada a quantidade de pessoas, empresas e organismos interessantes presentes, seria uma lista para vários posts; estas são apenas as que me foram mais marcantes este ano (por boas ou, mais raro, más razões).

Topo #1 – os construtores: Hipnose e Artica

Apesar de não ser visível, é virtualmente impossível dar dois passos sem tropeçar no trabalho destas duas empresas. A decoração, a imagem e som… quase todo o ambiente de fundo que nem damos conta. Os palcos secundários são excelentes. O som é excelente. O grafismo projectado é excelente. É um óptimo trabalho. Já mencionei Pong em ecrã gigante? ;)

Já agora, é uma óptima oportunidade para mostrar o fantástico timelapse criado pelo Pedro Moura Pinheiro da montagem do Codebits:

Bee The First da Beeverycreative

Topo #2 - Beeverycreative

Esta tinha que vir perto do topo da lista, por vários motivos.

Em primeiro lugar, porque são da minha zona, e eu sou um tipo um bocado bairrista. Nascidos na incubadora da Universidade de Aveiro, já são independentes e instalaram-se na Gafanha de Aquém, Ílhavo, of all the places.

Depois, e talvez mais importante, porque é provável que tenham colocado o pé na porta na altura certa para as impressoras 3D. A Bee The First é, neste momento, a mais bonita impressora 3D do mercado. Apesar de já existirem a algum tempo, as impressoras 3D disponíveis até agora no mercado ficariam sempre muito deslocadas fora duma geek cave – esta é a primeira que uma esposa não-geek aceitaria no escritório lá de casa ou até na cozinha.

Isto é muito relevante e poderá mesmo ser um dos principais factores para a explosão do segmento de consumo (isso e a potencial baixa de preço, que, por quase 2.000€, ainda é puxadito).

Topo #3 - Phold

Mais uma empresa nascida na incubadora da UA, com um produto “como-é-que-não-me-lembrei-disto-antes”. É um suporte/arejador para portáteis em cartão inteligentemente dobrado. É leve, desmontável – fica plano, pronto a arrumar – e incrivelmente resistente, tendo em consideração que é só cartão, devido ao engenho com que as dobras e encaixes foram implementados.

Pessoalmente, nunca fui grande fã destes arejadores de portáteis; sempre me pareceram muito peso e espaço ocupado para poucos benefícios. Depois de usar este durante dois dias, estou absolutamente rendido, até porque, basicamente, salvaram-me as costas. Vai passar a andar sempre junto com o portátil.

Projecto RiftCycles de The Arcade Man

Topo #4 - The Arcade Man

Luís Sobral de seu nome, mas muito mais conhecido pelo seu alias, já nos habituou às suas fantásticas recuperações de arcades, mas este ano ultrapassou-se de largo.

Light cycles do filme Tron (na realidade são do Tron: Legacy)? Porreiro. Implementação, pela Overflow Interactive, de um jogo a condizer, embora simples? Ok, ninguém estava à espera de jogar o original dos anos 80 em cima daquelas motas fantásticas. O que falta? Ah, claro, ligar uns Oculus Rift para jogar em realidade virtual. The Arcade Man, ganhaste um lugar de destaque no panteão geek.

Deve ter sido, de longe, a atracção mais concorrida, não só da Hardware Den, mas de todo o Codebits (com a provável excepção do refeitório…).

Topo #5 - Sapo Labs

Sapo Labs traz sempre coisas interessantíssimas para mostrar e esta ano não foi excepção. Duas coisas chamaram-me especialmente a atenção: o Bussaco Digital e a Grande Área.

Bussaco Digital foi desenvolvido para a Fundação Mata do Bussaco e pretende ajudar no esforço de reflorestação da Mata do Buçaco, atingido por um ciclone no início de 2013. Depois de se registarem, plantar uma árvore custa entre 0,50€ e 2,00€ e colocar uma dedicatória àquela pessoa especial numa das árvores mais notáveis da Mata custa 20,00€ por ano. O mais interessante deste projecto, a nível tecnológico, é a geo-referenciação das árvores plantadas pelos utilizadores. Tem a sua pinta visitar a lindíssima zona do Luso e poder dizer “esta árvore em particular fui eu que plantei” (ou que paguei, vá…).

Grande Área é um projecto de big data sobre futebol; ainda não está disponível – ficará público no início do Mundial – mas será um repositório interactivo de dados relacionados com equipas e jogadores, com uma linha do tempo e grafismo muito interessante e claro. Será uma ferramenta extremamente interessante para jornalistas desportivos e aficionados futebolísticos.

Topo #6 - MafraLab

Ok, estes não estavam oficialmente representados no Codebits, mas eu tinha que os referir nalgum lado. Eu conheço o Diogo Alves, aka @killercode, do Portugal-a-Programar já há alguns anos e encontro-o uma vez por ano no Codebits, onde apresenta quase sempre (este ano foi a excepção) projectos marados envolvendo muito hardware hacking. Desde a última vez, tinha esta novidade: a fundação de um hackerspace em Mafra. Em Mafra! Eu moro numa capital de distrito, bolas, e o hackerspace mais próximo fica-me a 80 km. Os mafrenses têm um hackerspace só para eles. Custos de viver na província…

Fundo #1 – Nescafé Dolce Gusto (ou as meninas da Nescafé Dolce Gusto)

Como é habitual, o café é uma constante no Codebits. Este ano, em vez de uns balcões incaracterísticos, onde meninas e meninos genéricos despachavam cafés à geekalhada, a Nescafé resolveu formar parceria com o evento e colocar à disposição a sua gama Dolce Gusto. Fartei-me de emborcar Buondis, que é das marcas de café que mais gosto e que é tão, tão difícil de encontrar em cafés normais.

Como bónus, o balcão principal estava tripulado por duas simpatiquíssimas meninas, que nos tratavam, como há 4 anos genialmente colocou o Marco Santos, “como Brad Pitts do teclado”. E aqui está o meu problema: três dias, das 10 da manhã às 11 da noite… duas meninas.

Pronto, eu sei que a Sapo não tem nada a ver com isto, nem, na realidade, a Nescafé; as meninas seriam de uma daquelas agências de trabalho temporário, ou algo do género. De qualquer forma, terei sido o único a reparar na brutalidade de horas que as mesmas duas raparigas ali estiveram de pé, os três dias?

Fundo #2 – Microsoft

É um apontamento muito curto: para a dimensão que a Microsoft tem, não deveria estar melhor representada? Eu explico: salvo por breves períodos, quem normalmente estava no stand eram meros promotores, dificilmente os interlocutores adequados para os participantes de um evento desta natureza. Não seria possível dispensar meia dúzia de geeks lá dos escritórios durante 3 dias?

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Antes de continuar a escrever o que tenho planeado sobre o Codebits, tenho que dar aqui um salto para o final e para a entrega de prémios.

Este ano, pela primeira vez (pelo que é, também, uma novidade), participei de pleno direito num projecto – tenho participado noutros, mas por pouco mais do que apoio moral e carro-vassoura para quando a rapaziada se atola um bocado, e sempre de maneira oficiosa. Pessoalmente, gosto da liberdade que isso me dá: a liberdade de poder ajudar vários projectos (o que tem acontecido), a liberdade de poder ver as talks todas que me apetece sem sentir o peso do trabalho por fazer, o desprendimento – nunca total, porque acabamos por ter sempre favoritos – com que assisto às apresentações…

Este ano, no entanto, foi diferente; e foi diferente porque quem estava a precisar de ajuda era o brilhante Peter Bouda, que respeito muitíssimo desde que o vi implementar o Lego Coding em 2011. Estávamos sentados relativamente perto, e fomos trocando impressões logo desde o início da tarde de quinta-feira, quando ele ainda nem sabia o que ia fazer. Quando finalmente se decidiu pelo que veio a ser o Spelling Loom, vi logo que estávamos perante mais uma das suas fantásticas ideias. Ao final da tarde, fiquei mortificado quando me apercebi que o Peter não estava a conseguir encontrar um elemento fundamental para a sua equipa, um músico.

Fiquei em conflito comigo mesmo. Sou um compositor bastante medíocre, para não dizer pior, e já não compunha nem um compasso há mais de cinco anos – no entanto, deveria chegar. Mas… e a minha liberdade, o meu desprendimento, as 20 mil coisas que há para fazer no Codebits e que não ia consegui fazer? Além disso, a ideia era mesmo boa, para além da estrelinha que sempre parece acompanhar o Peter…

Acabei por arranjar uma solução de compromisso com a minha consciência e com ele: se até ao final da noite não conseguisse arranjar ninguém, eu atirava-me a isso na sexta-feira logo de manhã. Não conseguiu. Depois de ler algumas coisas durante a madrugada, experimentar alguns softwares de edição musical (lá está, não compunha à que anos e nunca tinha sequer composto em Linux, que é o que uso agora), atirei-me à composição mal cheguei à Sala Tejo na sexta-feira. Afinal, eram só quatro compassos, quanta asneira poderia eu fazer em tão pouco espaço? Parece que ainda alguma… De qualquer forma, para o que é, bacalhau basta, e a coisa acabou por sair menos mal a meio da tarde.

Gravar o vídeo de apresentação do projecto, e continuar a implementação furiosamente. Entretanto perdemos o Pedro Manha, o outro developer, que teve de ir embora ao início da noite.

No sábado, o projecto estava alinhavado, a preocupação passou para a apresentação final de 90 segundos e para a “ensaboadela” prévia frente ao júri. Fomos chamados, e lá fomos, eu praticamente como apoio moral, mas cujo papel me dava jeito para poder apreciar as reacções dos jurados enquanto o Peter apresentava o projecto e respondia às perguntas. Felizmente, aqueles 8 verdadeiros monstros da tecnologia não são tão durões como querem aparentar, e deixaram transparecer o seu agrado (foi épico quando o @poingg respondeu pelo Peter a uma pergunta com rasteira de outro jurado).

Saí relativamente confiante da sala. Excepto se houvesse muitos projectos realmente muito bons, mesmo que a apresentação corresse muito mal e fossemos esmagados no voto do público, teríamos qualquer coisa como um quarto ou quinto lugar do júri.

Durante as apresentações, houve alguns projectos bons, outros muito bons (o ToBITas foi épico), mas houve um que simplesmente colou a plateia: o NeLo. Espécie de joelheira inteligente que fica rígida ou solta consoante a intenção do paciente, para doentes de poliomielite, é tudo o que um projecto Codebits deve ser: tecnologia, oportunidade de negócio e a resolução de um problema de pessoas reais. A votação foi absolutamente esmagadora. É nestes momentos que me sinto orgulhoso de pertencer a uma comunidade que até pode parecer um bocado anti-social, mais preocupada com as suas maquinetas do que com as pessoas “lá fora”, mas que sabe reconhecer um problema da vida real quando o vê e premiar uma boa solução para este.

NeLo
Do site do NeLo

No final das apresentações, o meu tempo estava-se a acabar. Ainda tinha de voltar ao meu poiso nocturno apanhar as malas e saltar para o comboio, que não espera. Mas alguém me forçou a repensar os planos. Se calhar devia ficar até ao fim, já que nunca tinha conseguido (o Codebits arranja sempre maneira de acabar mais tarde do que o último comboio que me proponho apanhar)… Especialmente este ano, deveria ficar…

Fui convencido. Voltei para baixo e informei o Peter que ia a correr buscar as malas durante o intervalo e que ia tentar voltar, sem promessa de conseguir. Dei cabo dos meus gémeos pelo Parque das Nações abaixo e acima. Quando cheguei, já tive que ficar à porta e perguntei a dois rapazes à minha frente “o que é que eu perdi?”. A entrega dos prémios já tinha começado, e estava nos “laterais”, por assim dizer: Nuclear ChilliQuizz Show e semelhantes. Começam os prémios do público.

Sobe ao terceiro lugar o Telephone Operator as a Service (boa ideia, boa implementação e também uma boa apresentação). No segundo lugar ToBITas (que, como já disse, também era o máximo – pequeno robô operado remotamente com um BITalino). Neste momento, comento em voz alta, para ninguém em particular: “nenhuma surpresa, e agora ganha o NeLo”. Um dos rapazes vira-se para trás e diz “ou então o do tear, também teve bué da votos”. Eu rio-me e digo “esse é o nosso, mas se não ganha o NeLo, perco a fé na humanidade” (daí o título do post).

Deste album de Portugal Telecom

Quando é anunciado o Spelling Loom como vencedor do público, arranco por ali fora com sentimentos contraditórios. Que raio, claro que gosto de ganhar, mas… e o NeLo? A ideia era melhor, a implementação era melhor, até o caso de uso era mais nobre! Vejo o Peter subir ao palco enquanto navego por entre os puffs que abundam no corredor central. A Jonas atira-me uma boca quando lhe passo à frente (“não tinhas um comboio para apanhar?”). Subo ao palco e sussuro ao Peter “I'm still here…”. Pegamos nos prémios e saímos da sala. Dividimos as coisas à pressa e enfio as minhas às três pancadas na mala. Prometo ficar em contacto. Castigo ainda mais os gémeos até à Gare do Oriente, a mente dividida entre o comboio que eu tinha receio de perder e o NeLo que eu tinha visto perder…

Mas, claro, três dias muito cansativos e duas correrias não tinham deixado muitos neurónios a funcionar devidamente, mesmo com a imensa quantidade de cafeína ingerida. Enquanto espero ordeiramente para entrar na carruagem, penso “os prémios do júri!”. Desato a empurrar as pessoas. Devem ter pensado que eu era louco. Desgrenhado, vermelho que nem um pimento, a pingar água por todos os lados, duas malas a rebentar pelas costuras e a murmurar entre dentes “desculpe, desculpe”, só queria chegar ao meu lugar rapidamente e sacar do tablet. Atiro a mala da roupa lá para cima, quase despejo a outra mala em cima do banco para o tirar. Navego rapidamente até ao Sapo Vídeos e já só vejo uma sala a esvaziar-se. Salto rapidamente para o Twitter e suspiro de alívio.

timeline #codebits estava cheia de felicitações ao NeLo.

Deste album de Portugal Telecom

Era óbvio, se eu não estivesse tão burro das ideias, que os jurados quereriam premiar eles mesmos este projecto, independentemente da votação do público. Ainda para mais, tendo uma impressora 3D Beeverycreative para oferecer, e que é crucial ao projecto (o NeLo tem dentro umas peças impressas em 3D).

Eu ganhei alguma coisa. Mas fico muito mais contente pelo meu país poder contar entre os seus pessoas como o Basílio Vieira, o Pedro Leite e a Ana Carolina (e ouvi dizer que o Carlos Morgado também ajudou - mas esse seria sempre épico, pelo seu papel como Quizz Master).

Vós sois os maiores!

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Depois de um longo interregno de sete meses, só haveria uma coisa a forçar-me a escrever por aqui novamente: uma nova edição do Codebits!

Este ano está a ser mais complicado arranjar tempo para escrever, por vários motivos; como tal, decidi mudar a estrutura dos meus posts. Em vez de um (ou mais) posts por dia, vou separar por pinceladas largas, aproveitando o facto de estar a escrevê-los praticamente depois do evento.

Without further ado, isto é o que há de novo este ano...

Pong

Cortesia da Artica, os participantes foram recebidos na área do palco principal com um gigantesco jogo de Pong. As pás eram controladas pelos participantes sentados de cada lado, usando reconhecimento de cores dos cartazes que estavam nas cadeiras.

Mas explicado não tem piada nenhuma. Este pequeno vídeo é bastante auto-explicativo (por Filipe Barreto):

Eu vejo isto a ser usado por grandes empresas naqueles eventos chatérrimos a que obrigam os funcionários a ir...

Covilhã UCodebits

Este ano vai ser realizado o primeiro UCodebits, evento especificamente direccionado às universidades. A decorrer no datacenter da Covilhã, terá apenas dois dias, e também terá uma hackathon; o interessante para os melhores participantes dessa será o ingresso na competição regular do Codebits, frente-a-frente com os projectos de cá.

Durante o anúncio – em directo da Covilhã em ecrã gigante – tive um pequeno flashback de Steve Jobs a apresentar Bill Gates como salvador da Apple em 1997...

MEO Wallet

Ok, não era exactamente novidade (já andava por aí discretamente), mas é bastante perto. Uma Google Wallet portuguesa, suportada pelo maior grupo de tecnologia e comunicações do país? Check. Depois de ver a funcionar em vending machines aparentemente normalíssimas, e de ver o jeitaço que poderá dar – até de formas disruptivas, com contas merchant a poderem receber pagamentos muito rapidamente – tenho o palpite que deverá explodir relativamente rápido.

A única coisa que me preocupa – porque, lá está, me afecta directamente – é a qualidade dos dispositvos que andam para aí. O tablet que tenho comigo (Galaxy Tab2 10.1) não permitiu instalar a app (versão do Android, talvez?) e, mesmo que desse, a câmara é tão ranhosa que não tenho a certeza que lesse os QR Codes.

MEOCloud Linux GUI

Pronto, isto só é grande para meia dúzia de malucos. Aliás, o Celso Martinho salientou exactamente isso quando o anunciou. Mas, bolas, era algo que me estava mesmo a fazer muita falta...

MEOCloud “traz um amigo também”

Continuando com novidades MEOCloud, existe agora um programa de referrals que permite que se ganhe mais espaço (até um total de mais 16 GB) convidando amigos. Portanto, a 512 MB de cada vez, rapidamente se fica com uma cloud de 32 GB (66 GB para early adopters).


Mantenham-se atentos aos próximos posts. É já a seguir. Ou então não.

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Viagem
A partir desta foto de Proctor Archives – Creative Commons BY-NC-SA 2.0

Tento dormir. Nesta altura do ano, Vila Real transforma-se em Abafodopólis. A leve brisa, conseguida deixando quase tudo aberto, vai agitando as cortinas para fora da janela, como quem acena ao Verão que vai passando. Nalguma aldeia na encosta do Alvão, uma banda de baile esgota os últimos acordes de “Atira’tó mar e diz que t’empurrarem” e logo ataca corajosamente “Menina estás à janela”, versão dos UHF.

As festas destas aldeias não são nesta altura por acaso. Nem, aliás, as da própria cidade, cheia de animação em Agosto. Numa zona do país fortemente marcada pela sangria populacional, é agora que os filhos da terra voltam. Alguns, vêm do litoral, do norte ao sul; outros, mais, de muito longe. Enteados de Portugal, pontapeados pela vida daqui para fora, escorraçados como um cão que já ninguém quer. Que voltam.

Não falo da rapaziada que emigra nestes dias. Armados dos seus mestrados de Bolonha, com um conhecimento da língua e das culturas dos países de destino, mapas das novas cidades onde vão morar nos seus smartphones e contratos de trabalho que até incluem alojamento. Esses são uns mimados. Isto é emigração para meninos.

Os que voltam agora foram os que daqui saíram com a roupa que tinham no pêlo, toma lá uma broa que não hás-de comer antes de passar Burgos e põe-te a mexer antes que te arrependas. Emigrantes dos finais dos anos 1970 e 1980, com uma crise que fazia esta parecer uma arrelia (e cujo primeiro-ministro da altura, estranhamente, parece já ter esquecido), com um tecido empresarial que era uma anedota e uma agricultura de subsistência, sobretudo aqui no Norte, que dava os últimos gemidos antes do estertor final, eutanásia europeia servida a subsídios nos anos 1990.

E voltam.

Durante o dia, é quase um jogo matemático calcular a proporção de matrículas estrangeiras entre as portuguesas. França, Luxemburgo, Suiça. Uma ou outra do Reino Unido. O raríssimo corajoso que, sabe-se lá como, conseguiu trazer o jipe do Canadá. No shopping, à porta de restaurantes, a proporção é altíssima, lá para os 60% ou 70%. Até a normalmente muito sossegada rua sem saída do meu escritório se enche de carros estrangeiros por esta altura, à custa do conceituadíssimo restaurante Mateus.

E nós recebemo-los bem, não é? Não lhes chamamos avécs. Perdoamos os deslizes gramaticais e as expressões idiomáticas mal traduzidas dos seus países de acolhimento. Compreendemos, sem nos exasperarmos, as intermináveis ladaínhas de “lá na France isto não é nada assim”. Não criticamos a saloice que, afinal, é muito nossa (lá fora é que não a apanharam de certeza). Não zombamos dos gnomos de jardim e das iluminações das suas casas construídas pelas suas próprias mãos em vinte longos verões, com ajuda dos primos que ficaram na terra. É assim, não é? Pois é…

E não nos esquecemos de louvar a coragem que tiveram, o imenso sacrifício pessoal de deixar o lugar que os viu nascer, as pessoas que os viram crescer, com pouco mais que a proverbial mala de cartão da Linda de Suza. Não nos esquecemos de agradecer as remessas, as famosas remessas que tanto jeito dão ao país nestes tempos de crise, e que tanto jeito deram na década de 1980.

E nunca – nunca – nos esquecemos de lhes agradecer virem gastar os seus francos, primeiro, os euros, depois, no País que não tinha lugar para eles. É assim, não é?

E eles voltam todos os anos, como andorinhas ao contrário.

O mínimo que lhes podemos oferecer é Quim Barreiros, Emanuel e Tony Carreira, com um cheirinho de Íris, UHF e Xutos para os mais novos, alguns já nem portugueses, mas cujos pais bem tentam que não esqueçam as suas origens.

Como o País, em tempos, se esqueceu deles.

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LikeFriendsNo ano passado, por volta desta altura, lancei um pequeno brinquedo social, o LikeFriends. Depois do lançamento, nunca mais me preocupei com ele.

De alguns meses para cá, começaram-me a chegar queixas que não estaria a funcionar correctamente – não mostrava quaisquer likes em comum. Infelizmente, não tive vida pessoal nem profissional que me deixasse abordar este problema, para além da confirmação que, sim, estava partido.

Para quem não se interessa por questões técnicas, a única coisa que interessa é esta: está de novo a funcionar. Ide brincar. Quem estiver interessado, que fique por cá mais alguns minutos (e depois pode ir brincar).

Secretárias escolares
A partir desta foto de DQmountaingirl – Creative Commons BY-NC-SA 2.0

Este post encerra uma série que começou aqui, passou por aqui e por aqui.


Finalmente, no ensino superior tive o ensinamento mais trágico-cómico (dependendo do lado da barricada) dado por um professor.

O professor Carlos Carreto, PhD, era um professor extremamente ocupado. Era orientador de projectos finais, estava envolvido no projecto robô-bombeiro, também naquelas carripanas que andam quase um milhar de quilómetros com um litro de gasolina e ainda dava aulas; a mim, de Computação Gráfica e Interfaces.

Adicionalmente, não tinha papas na língua e dizia o que pensava em qualquer altura. Em determinada conferência, integrada na semana aberta do instituto, ia havendo um motim entre os alunos quando ele defende que os alunos de Informática, pelo menos, deveriam ser obrigados a entregar todos os trabalhos em inglês.

Eu já trabalhava e tinha um arranjinho com a minha chefe de secção para ter sempre folga à quarta-feira, que era o dia em que tinha mais aulas, sobretudo práticas. Como tinha de ser extremamente focado e eficiente na gestão das minhas horas (porque tinha Sistemas Digitais sobreposto na última hora de CGI), estudava afincadamente a matéria da aula prática no dia antes; quando lá chegava, conseguia orientar o projecto nas minhas duas horas disponíveis (as aulas eram de três horas), normalmente até em menos.

Como disse, o professor era extremamente ocupado; como tal, para as aulas práticas, disponibilizava o enunciado na 'Net dois dias antes, no próprio dia cedia o esqueleto do projecto e ia tratar da vidinha dele. Quando acabássemos, era só entregar o projecto na plataforma online e sair.

Os meus colegas demoraram duas ou três aulas a descobrir que eu era barra naquilo, e que despachava os projectos num instante. A meio do semestre, 90% da turma simplesmente copiava o meu projecto – eu estava-me nas tintas.

Na semana antes do exame, uma alma preocupada pergunta ao professor se ia sair código no exame. Este responde, ipsis verbis: “Não sai código no exame. Código, fizeram-no nas aulas práticas, e já conta para a nota. No exame sai a matéria das aulas teóricas”. Ora, isso era um problema para mim, que eu até já estava à espera, visto que não assistia às aulas teóricas.

A matéria teórica de CGI é matemática daquela mesmo à bruta, álgebra matricial e outras coisas assustadoras do género, e eu não tinha a mínima hipótese de manter a mesma nota que esperava da componente prática, até porque o exame valia 60%.

De qualquer forma, fartei-me de queimar pestanas nessa semana. No dia do exame já me tinha conformado com a minha sina, e só queria tentar não ter algo muito abaixo de 8. O exame é distribuído; olho para ele e… código. Complete o código. Encontre o erro no código. Qual é o resultado deste código. Código por todo o lado.

O meu colega, tão preocupado na semana anterior, insurge-se: “Professor, tinha dito que não saía código!”. O professor dá a resposta mais lacónica e épica de sempre.

“Menti”.

A minha teoria é que o copianço generalizado não lhe tinha passado despercebido. Em vez de anular os trabalhos a toda a gente, o que levaria a carradas de burocracia, preferiu atacar o problema desta forma.

Lição a reter (em inglês, como este professor gostaria que fosse): life's unfair, deal with it.

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Secretárias escolares
A partir desta foto de DQmountaingirl – Creative Commons BY-NC-SA 2.0

Este post faz parte de uma série, que começa aqui e cuja segunda parte está aqui.


Infelizmente, passei pelo que é hoje chamado 3º ciclo sem ter nenhum professor verdadeiramente marcante. Porém, fui largamente recompensado no secundário.

Tive vários grandes professores do 10º ao 12º. Quero falar em particular de um, mas não posso deixar passar outros sem algumas notas breves:

A professora Maria Manuel Candal (irmã de um dos mais épicos deputados da nossa 3º República, o Dr. Carlos “oh, António, você leu o papel” Candal), de Matemática, e que foi também nossa directora de turma. Senhora  de uma postura exigentíssima, tratava toda a gente por “pistótiras” e tinha uma pontaria inacreditável com bocados de giz, para a idade que tinha.

Quando quisemos organizar uma visita de estudo, disse-nos, e cito, “não vou com vocês nem até à Sé”. No final do 12º levou-nos a lanchar à pastelaria Diagonal; do outro lado da avenida, a Sé…

A professora Ana Paula, de Tecnologias de Informação. Outra professora com um grau de exigência absolutamente brutal e dona dum mau feitio a toda a prova. Nos dois anos que tivemos aulas com ela, acho que nunca a vi, sequer, sorrir. Anos mais tarde vim a saber que ela tinha sido fundamental na nossa defesa numa guerra que nos passou ao lado – havia professores apostados em que o Curso Tecnológico de Informática falhasse em toda a linha (movimento liderado pelo Orelha Ratada, de quem fizemos queixa, em bloco, ao Conselho Directivo, porque o homem faltava que era obra, mas os testes assumiam a matéria que ele nunca tinha dado).

O professor de Filosofia, do qual já perdi o nome – mas a quem chamávamos carinhosamente Führer, à pala do bigodinho – sabia que tinha ali uma frente perdida (sinceramente, que pedagogo é que acha que é boa ideia ter Filosofia no Curso Tecnológico de Informática?) mas nunca desistiu, mesmo sob boicote aberto. Aliás, o boicote foi de tal ordem, que teve mesmo de chumbar três alunos no 11º ano. Como era disciplina de dois anos apenas, a escola foi forçada a ter um exame nesse ano para três alunos. Lamento informar que eu era um desses três; sério, professor, lamento ter-lhe feito a vida negra nesses dois anos, mas estava na minha fase Schoppenhauer e… acontece.

Finalmente, o professor que mais marcou a minha aprendizagem. No 12º existia a única cadeira da nossa área que tinha exame nacional, Estruturação, Organização e Tratamento de Dados. Tínhamos ouvido uns zunzuns que íamos aprender Visual Basic, o que nos tinha deixado expectantes: finalmente, programação com GUI moderna, depois de dois anos de volta de Pascal e C

Na primeira aula, o professor Rui Lopes entra e declara, sem rodeios: “nunca trabalhei com Visual Basic, por isso, vamos todos aprender ao mesmo tempo”.

Pânico. Aquela gaita tinha exame nacional.

Lição número 1: menu Ajuda. Hoje em dia é um bocado patético (muitos programas, sobretudo na área mobile, já nem trazem), mas na altura era um recurso de valor incalculável. Pesquisar na Ajuda, sobretudo abrangendo todo um ambiente de desenvolvimento, incluindo a própria linguagem, tinha muito que se lhe dissesse, e o professor Rui Lopes tinha um vasto conjunto de truques para chegar rapidamente aos resultados pretendidos.

É preciso salientar que estávamos em ’97, e a parte mais movimentada da 'Net era o IRC. O Stack Overflow ainda estava a 10 anos de distância.

As aulas eram sempre bastante animadas; nem demos conta que, na realidade, estávamos a ter duas disciplinas numa só – a professora de Aplicações Informáticas, disciplina que fazia parelha com EOTD, andava a tirar o mestrado e aproveitava as nossas aulas para estudar; nós aproveitávamos para jogar Heretic em rede. No final do ano, a nossa turma teve notas excelentes no exame nacional.

Do professor Rui Lopes ficou-nos o fundamento da aprendizagem por conta própria. Nunca a sigla RTFM fez tanto sentido como naquela disciplina.

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Secretárias escolares
A partir desta foto de DQmountaingirl – Creative Commons BY-NC-SA 2.0

Este post faz parte de uma série, que começa aqui.


No ciclo preparatório tive três grandes professores.

A professora Carla Costa, de Inglês, que mencionei de passagem aqui, com a qual vimos todas as aventuras do Big Muzzy. Mostrou-nos que aprender pode, e deve, ser divertido.

A professora de Ciências, que infelizmente já esqueci o nome, senhora de meia idade que carregava violentamente no perfume, sempre bem vestida e que tratava os alunos por você. Lembro-me particularmente duma aula em que nos forçou a apresentar provas de que a Terra é redonda (os mastros dos navios ao longe, a sombra nos eclipses lunares e por aí fora). Mostrou-nos que a aprendizagem é mais compreensão e raciocínio do que memorização.

O professor João Vieira, de Educação Física. Já não me lembro o que foi, mas certa vez aprontámos alguma que o desagradou profundamente. A maneira de o demonstrar foi rebentar connosco naquela hora. Não sei como o conseguia, mas não havia a mínima hipótese de fingirmos que nos esforçávamos, deu mesmo cabo de nós naquele dia.

Noutra altura, apresentou-nos um teste escrito, coisa inaudita em Educação Física. Deu a hipótese de ser com ou sem consulta e deitamo-nos no chão do ginásio a fazê-lo, dum lado com consulta, doutro lado sem. Eu e mais quatro ou cinco colegas achámos que aquilo cheirava a esturro (e, confesso, não tinha o manual da disciplina comigo) e fomos os únicos a fazê-lo sem consulta. Só no final o professor informou que os sem consulta seriam bonificados automaticamente em 10 pontos.

Com ele aprendi que, por mais subvalorizada que pareça uma tarefa, é para fazê-la sempre com brio e máxima dedicação e que o caminho mais difícil é, normalmente, mais recompensador.

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