Neste fim-de-semana fui a um casamento (e não há nada melhor que um casamento - ou as bebidas alcoólicas que por lá se servem gratuitamente - para desatar um bloqueio de escrita) de um amigo, companheiro de muitas aventuras durante os loucos anos do ensino superior.

No final da noite (ou ao início do dia, visto que já eram quatro da manhã), depois dos últimos copos e estórias, dei por mim a pensar numa historieta que tinha no principal papel, precisamente, o recém-casado...

Decorria o UEFA Euro 2000, e tínhamos improvisado um lounge no nosso apartamento de estudantes para assistir aos jogos, com sofá, uma televisão de tamanho razoável e cerveja sempre fresquinha. Muita cerveja. Nessa altura morávamos quatro lá em casa: eu e mais dois que já lá estávamos há uns anos, e um rapaz cabo-verdiano há cerca de duas semanas. O nosso amigo agora recém-casado não morava connosco, era do prédio ao lado, mas passava lá a vida. Era assim uma espécie de Kramer (quem se lembra do Seinfeld?) que comia as nossas batatas fritas, jogava nos nossos computadores e usava a nossa retrete. Um prato.

Aqui há tempos disse que “as minhas skills chegam aos três principais SO’s de desktop”. Quem conhece o meu percurso, as minhas linguagens de eleição, e aquilo que eu penso sobre soluções-fita-cola só pode ter estranhado. Apesar de estar arredado, profissionalmente, do desenvolvimento desktop, sempre foi onde voltei para resolver problemas rápidos, ferramentas que precisava do pé para a mão, e para projectos meus. Tenho as minhas reservas sobre a famigerada cloud, pelo que prefiro que aplicações, na acepção corrente do termo, corram (maioritariamente) nos clientes, e não em servidores algures na ‘Net.

Fui e vim de férias e… está tudo na mesma.

Fogo no Marão

P.S.: reparem como consigo colocar uma posta sobre um assunto que nos toca a todos e ao mesmo tempo justificar-me pelo tempo que estive sem actualizar o blog. Em 10 palavras. Amazing

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Espancá-los com um gato morto até este miar!

Conjunto de fotografias tiradas duma janela do meu apartamento há cerca de uma hora. Eu até já estava a estranhar, meio de Agosto e nem um incêndiozinho decente nas encostas do Marão. Uma ou outra fogueirita para os lados do Alvão, uma coisinha de nada no fim-de-semana lá para o Monte da Forca, e pouco mais.

O ar já estava pesado há que tempos, devido ao grande incêndio em S. Pedro do Sul e outros menores aqui à volta. Agora que esse e o do Gerês já estão mais ou menos controlados – que é uma maneira simpática de dizer que já ardeu tudo o que tinha que arder – eis que esses grandessíssimos filhos daquelas senhoras da rua, que deviam ir para onde o Queiroz mandou o outro, se viram para o Marão.

Porque, não me lixem, isto não é de “causas naturais”!

Quase desde o início do DreamsInCode que tenho tido uma luta com a tipografia do mesmo. Convém lembrar que eu sou mais programador do que designer, e que demoro eternidades até ficar satisfeito com cores, fontes, tamanhos, ícones…

A regra número um para fontes de leitura em monitores de computador é usar fontes sem serifas. As opções para a web ainda são algumas, como as mais clássicas Verdana (em uso neste momento) e Arial, assim como algumas mais específicas, como Tahoma (em uso anteriormente) ou Trebuchet MS. Estas três fontes comportam-se da seguinte maneira:

Como já disse aqui, tenho um servidor Gentoo Linux numa máquina virtual. Era uma instalação bastante simples, apenas o essencial a um servidor web privado, isto é, sem interface gráfica.

Mas, na sequência de ter arranjado um Mac baratucho (se é que alguma coisa da Apple possa ser chamada de baratucha – pronto, baratucho por standards Apple), comecei a sentir a falta da GUI também no Linux, quanto mais não fosse para me ser mais familiar nalguns projectos dos próximos tempos.

Arranjei um coiso destes…

Mac

Neste momento, as minhas skills chegam aos três principais SO’s de desktop, Windows, Linux e Apple; no campo mobile, já chego ao Windows Mobile (agora Windows Phone, anteriormente Windows CE) e ao Symbian. Falta-me chegar ao iPhone, o que justifica a aquisição acima, e ao Android, o que vai justificar uma das próximas…

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Soube-se, na edição impressa do Expresso de hoje, que um ex-assessor do Governo passou para a SIEV, empresa pública que gere o sistema de portagens, e depois, no início deste ano, para a empresa que irá fornecer os dispositivos electrónicos de matrícula. Esse senhor dá pelo nome de Pedro Amado Bento.

Como causou estranheza a algumas pessoas a minha defesa da tecnologia subjacente ao DEM, já estou mesmo a ver o que é que me espera na próxima semana, devido à coincidência de nomes entre mim e este senhor. Por isso, quero deixar claro que não conheço Pedro Amado Bento de lado nenhum, que não é, que eu saiba, da minha família – da família directa não é de certeza – que não tenho, nem nunca tive, qualquer negócio ou contacto com qualquer um dos poisos deste senhor, que não lhe conheço sequer a chipala, nem morada, telefone, fax, telemóvel ou e-mail. Já agora, e apesar de ser sportinguista e ter defendido Paulo Bento até às últimas, o mesmo se aplica.

Obrigado e voltem sempre.

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Quando hoje de manhã recebo um alerta de que um link apontava para esta posta sobre o DEM com palavras-chave com pouca relevância, fiquei surpreso. Afinal, onde é que eu falava sobre o ambiente? O link tinha como texto “argumento de proteger o ambiente porque os carros param menos nas portagens”. Que raio?

Segui a origem, e fui dar a esta posta no Fliscorno. E lá estava, quase no fim, o seguinte parágrafo, com link para aqui – único sítio onde o DreamsInCode era linkado:

Quanto ao argumento de proteger o ambiente porque os carros param menos nas portagens, vá lá: podemos fazer humor mas por enquanto o assunto ainda é sério.

Ando para escrever esta posta há alguns dias, e tendo em atenção o que se passou hoje, ainda bem que não tive tempo. Se há coisa que me irrita nos políticos, e em todos os profissionais da comunicação que gravitam em torno dos mesmos, é justificarem decisões e combate político com argumentos pseudo-científicos. E quando começa a resvalar para a tecnologia, fico mesmo possuído. Já é difícil convencer as pessoas – sobretudo as mais velhas – que a tecnologia está cá para ajudar, sem ser preciso andarem estes melros a enfiarem-lhes macaquinhos sem cabimento pela goela abaixo. Para, repito, justificarem decisões e discursos do plano meramente político-partidário.

Pelo calibre dos discursos, artigos de opinião e postas de blogues, dou por mim a interrogar-me se todos eles leram Orwell, Huxley e Philip K. Dick, mas passaram à frente Asimov, Clarke e Sagan.

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