Como já disse aqui, tenho um servidor Gentoo Linux numa máquina virtual. Era uma instalação bastante simples, apenas o essencial a um servidor web privado, isto é, sem interface gráfica.

Mas, na sequência de ter arranjado um Mac baratucho (se é que alguma coisa da Apple possa ser chamada de baratucha – pronto, baratucho por standards Apple), comecei a sentir a falta da GUI também no Linux, quanto mais não fosse para me ser mais familiar nalguns projectos dos próximos tempos.

Arranjei um coiso destes…

Mac

Neste momento, as minhas skills chegam aos três principais SO’s de desktop, Windows, Linux e Apple; no campo mobile, já chego ao Windows Mobile (agora Windows Phone, anteriormente Windows CE) e ao Symbian. Falta-me chegar ao iPhone, o que justifica a aquisição acima, e ao Android, o que vai justificar uma das próximas…

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Soube-se, na edição impressa do Expresso de hoje, que um ex-assessor do Governo passou para a SIEV, empresa pública que gere o sistema de portagens, e depois, no início deste ano, para a empresa que irá fornecer os dispositivos electrónicos de matrícula. Esse senhor dá pelo nome de Pedro Amado Bento.

Como causou estranheza a algumas pessoas a minha defesa da tecnologia subjacente ao DEM, já estou mesmo a ver o que é que me espera na próxima semana, devido à coincidência de nomes entre mim e este senhor. Por isso, quero deixar claro que não conheço Pedro Amado Bento de lado nenhum, que não é, que eu saiba, da minha família – da família directa não é de certeza – que não tenho, nem nunca tive, qualquer negócio ou contacto com qualquer um dos poisos deste senhor, que não lhe conheço sequer a chipala, nem morada, telefone, fax, telemóvel ou e-mail. Já agora, e apesar de ser sportinguista e ter defendido Paulo Bento até às últimas, o mesmo se aplica.

Obrigado e voltem sempre.

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Quando hoje de manhã recebo um alerta de que um link apontava para esta posta sobre o DEM com palavras-chave com pouca relevância, fiquei surpreso. Afinal, onde é que eu falava sobre o ambiente? O link tinha como texto “argumento de proteger o ambiente porque os carros param menos nas portagens”. Que raio?

Segui a origem, e fui dar a esta posta no Fliscorno. E lá estava, quase no fim, o seguinte parágrafo, com link para aqui – único sítio onde o DreamsInCode era linkado:

Quanto ao argumento de proteger o ambiente porque os carros param menos nas portagens, vá lá: podemos fazer humor mas por enquanto o assunto ainda é sério.

Ando para escrever esta posta há alguns dias, e tendo em atenção o que se passou hoje, ainda bem que não tive tempo. Se há coisa que me irrita nos políticos, e em todos os profissionais da comunicação que gravitam em torno dos mesmos, é justificarem decisões e combate político com argumentos pseudo-científicos. E quando começa a resvalar para a tecnologia, fico mesmo possuído. Já é difícil convencer as pessoas – sobretudo as mais velhas – que a tecnologia está cá para ajudar, sem ser preciso andarem estes melros a enfiarem-lhes macaquinhos sem cabimento pela goela abaixo. Para, repito, justificarem decisões e discursos do plano meramente político-partidário.

Pelo calibre dos discursos, artigos de opinião e postas de blogues, dou por mim a interrogar-me se todos eles leram Orwell, Huxley e Philip K. Dick, mas passaram à frente Asimov, Clarke e Sagan.

Nunca fui à bola com o Linux; por uma questão prática – a minha área de interesse principal era em aplicações desktop, desenvolvidas em .Net – sempre usei sistemas operativos Microsoft, desde o Windows 3.11 até ao 7 (passando por NT’s, Server’s e até o ME de má memória). Quando vim parar ao webdev, tive que aprender o suficiente sobre Linux para me desenrascar nas tarefas mais tradicionais associadas a um servidor, ao estilo tough love.

Apesar das várias distros mais comuns, como o Ubuntu, o Red Hat (ou a sua variante community Fedora) ou até o CentOS, acabei por me habituar a uma mais levezinha para não-conhecedores como eu, o Gentoo. O Gentoo tem uma particularidade que dá um jeitaço para quem está menos à vontade com compilações e instalações de pacotes, o Portage, onde apenas uma linha (curta) é o suficiente para instalar um pacote e suas dependências. Claro que depois tem opções específicas de cada pacote, mas as que vêm por defeito já são uma boa ajuda. Quando precisei de um servidor em casa, para projectos pessoais, pesquisa e investigação, escolhi esta distribuição.

Dentro da data esperada nestas coisas, lá saiu uma nova versão do Adobe Creative Suite, que já vai no número 5. Como fomos adiando o upgrade (que os pacotes são para o carotes), lá se chegou à conclusão que estava na hora de substituir o velhinho CS2 que lá andava por este novo CS5 (edição web premium).

De entre as milhentas novas funcionalidades (lembrem-se, do CS2 para o CS5), há uma, no Photoshop, que salta à vista pela facilidade de utilização, rapidez de resultados e própria qualidade dos mesmos: é o preenchimento consciente ao conteúdo. Eu sei, em tuga não tem nada boa pinta, no original soa muito melhor, content-aware fill, e é assim que lhe vou passar a referir (ou melhor, pelo acrónimo, CAF).

Lembrado por esta posta, e continuando com a série das datas, apresento-vos hoje o cálculo do dia da Páscoa. Este cálculo é muito importante nas civilizações de origem católica, visto que três feriados (em Portugal – noutros países até podem ser mais) dependem do dia do Domingo de Páscoa: o Carnaval é 47 dias antes; a Sexta-feira Santa é dois dias antes; e o Corpo de Deus é 60 dias depois.

Antes de passarmos ao cálculo do dia, é preciso introduzir alguns conceitos.

Ficou a saber-se, na semana que passou, que duas deputadas da bancada socialista, Teresa Venda e Maria do Rosário Carneiro, vão apresentar uma proposta para reduzir o número de dias de feriados nacionais. Pelo que se pode ler nos jornais, a proposta passaria por cortar em dois feriados civis e dois religiosos, encostar todos os feriados ao fim-de-semana mais próximo, e ainda acrescentar um novo feriado, o Dia da Família, no dia 26 de Dezembro. Ainda segundo os jornais, os feriados a cortar seriam o 5 de Outubro e o 1 de Dezembro, do lado dos civis, e o Corpo de Deus e o Dia de Todos os Santos, do lado dos religiosos. No entanto, já li em vários sítios que estes quatro seriam apenas um exemplo. A veracidade está por apurar, mas também não vem ao caso.

Palmira F. Silva, que, para quem não sabe, é ateísta militante, insurge-se, nesta posta, contra a proposta. Diz, entre outras coisas, que a proposta tem uma agenda oculta, que é a “facadinha na 1ª República”, e segue, concluindo que mais valia eliminar também a Assunção e a Imaculada Conceição; o que, digo eu, deixaria de ser uma facadinha na 1ª República para passar a ser uma facadinha na ICAR, que é, afinal, o que verdadeiramente interessa a Palmira F. Silva.

Facadinhas à parte, não tenho nada contra a opinião, per se. Os católicos praticantes, praticam, e os ateístas militantes, militam. Como católico não-praticante-é-demasiado-complicado-de-explicar, raramente concordo com as postas de Palmira F. Silva, mas, desta vez, até tem alguma razão. Só que não foi longe o suficiente. Nestas coisas, ou há moralidade, ou comem todos.

Tenho um amigo, ligado à área dos servidores e alojamentos, que me diz muitas vezes que “a Google vai dominar o mundo”, e que o melhor é mentalizar-mo-nos rapidamente. Eu, que até sou fã da Google, tenho algum receio. As posições dominantes numa área específica não me incomodam (caso da Microsoft nos sistemas operativos, da Apple nos leitores de MP3 ou, até recentemente, da Nokia nos telemóveis), mas quando começam a ser dominantes em várias áreas, especialmente em áreas críticas… devagar com o andor, que o santo é de pau!

Yep, e esta última frase é (quase) literal: por muito que eu acredite na boa fé da Google – e acredito – também acredito que aquilo é uma empresa que tem dar lucro. Muito lucro. E depois de estarmos todos adormecidos com tantas carícias e cantos de sereia, vamos acordar para um mundo googlificado – e vamos gostar!

Ok, esta posta é meio a brincar – mas também é meio a sério. O meu pai sempre me ensinou que, num cenário de invasão, as forças atacantes têm de controlar ou destruir as infra-estruturas energéticas, os meios de comunicação social e as infra-estruturas de comunicações. Podem perguntar que raio de pai ensina isto a um filho; e eu respondo, um pai que foi militar 40 anos. :)

Vamos então aos planos…

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