Imagem geral da aplicação

Para além das tarefas mais comezinhas numa aplicação deste tipo (tralha de bases de dados, eventos dos botões e por aí), há duas áreas com algum interesse: o processo do método d’Hondt e o desenho dos assentos coloridos da representação da Assembleia.

Como disse no primeiro post desta série, encontrei esta página com os resultados eleitorais de 2009. Nessa página, descobri que os resultados são carregados via AJAX, e que o resultado do pedido (via, se não me engano, url rewrite, que não sei até que ponto coise…) é uma string JSON. Melhor que isto, nem na farmácia.

Daí a descobrir quais os números que variam de distrito para distrito (de 010000 a 180000 nos continentais, 300000 para a Madeira, 400000 para os Açores) foi um saltinho, e depois era questão de se fazer umas chamadas (eu usei cURL, mas há mais maneiras do gato ir às filhoses), uns ciclos, aproveitar os campos que queríamos, et voilá, resultados prontos a serem inseridos numa base de dados.

Como bónus adicional, estes dados trazem também os resultados de 2005, o que é ainda mais porreiro, pá.

Toda a gente já deve ter ouvido falar do método d’Hondt, sobretudo nesta altura do campeonato, onde se tem falado tanto de obter maiorias absolutas no parlamento sem maioria absoluta de votos (por acaso, mas só por acaso, não é o método d’Hondt que isto, mas sim a conjugação desse método com os círculo plurinominais – mas adiante).

Porque é que o método d’Hondt é usado, quando a bela da média aritmética, tão mais fácil de entender, distribuía os deputados que era um instante. Bem, porque, e apesar de tanta gente encher a boca com a representatividade dos partidos, na realidade ninguém quer um saquinho de gatos no lugar do parlamento; verão, mais adiante, como o uso da média aritmética, em conjunto com círculo único nacional, teria espetado no parlamento com 12 partidos em 2009 e 8 partidos em 2005 (e teria retirado a maioria absoluta ao PS).

Quando acabei de ler o programa eleitoral do PSD, fiz este comentário no Facebook:

Algumas coisas suscitam-me dúvidas (os 181 deputados podem reduzir representatividade devido ao método de Hondt, a redução a metade dos custos do TGV afigura-se-me impossível), mas registe-se que é preciso ter uns tomates de aço para apresentar um programa destes.

Nota: desde que tenho consciência política que a minha posição no diagrama de Nolan é algures por ali a meia altura do lado direito; por isso, sim, foi isto que me saltou à vista, e não outras propostas que os populistas e/ou socialistas consideram “chocantes”, “ultra liberais” e outros mimos.

Em relação aos custos do TGV, não me é possível tirar grandes conclusões sem um conjunto considerável de extrapolações – embora alguém conhecedor me garanta que sim, é possível, se forem construídas linhas de “velocidade alta” (250 km/h), em detrimento das linhas de “alta velocidade” (320 km/h).

Já quanto ao número de deputados, sempre tive esta ideia do perigo da redução de representatividade; o que é certo, é que nunca vi as continhas feitas, uma demonstração de como seria o panorama no parlamento, com alterações. Mas, na verdade, não custaria assim tanto – afinal, alguém teve de fazer contas semelhantes em 1974/75, e sem computador (vá, com umas máquinas de calcular binárias, se tanto).

JugularPonto prévio: o Jugular é dos poucos blogues que conheço que tem pré-moderação. Eu compreendo e aceito o conceito, e até adivinho a quantidade de spam e má educação que por lá passa num dia. Em teoria, sempre preferi a pós-moderação, mais transparente e responsabilizadora, sobretudo se tiver como condicionante um registo – que não é garante de nada, mas sempre é dissuasor – mas admito que me fosse, também, impossível de aturar toneladas de disparates o dia inteiro. Posto isto…

Entre as várias pessoas que escrevem nesse blogue, conta-se um distinto spinner deputado do PS, João Galamba, economista, se não estou em erro, e cujos spins posts versam, na maioria das vezes e como é bom de ver, sobre economia. Nos últimos tempos, vá-se lá saber porquê, sentiu a necessidade de efectuar um conjunto de spins posts sobre alguns temas que marcam a actualidade eleitoral. No entanto, e acredito piamente que é por servir os interesses do partido mera distracção, tem alguns erros e omissões, que fiz questão de apontar.

anonymity2Volta e meia, alguém se lembra de resmonear contra os “anónimos” da web. Normalmente, quando não se concorda com os tais “anónimos”, ou quando se está sob ataque dos mesmos. Se estiverem muito sossegadinhos, já não há problema nenhum. Se meter política, e partindo do princípio que para aí metade (estimativa extremamente optimista) dos comentadores políticos online não percebe a dinâmica, a cultura e a filosofia da web para além do espacinho dos blogs políticos portugueses, aparecem rants completamente absurdas para quem acompanhou o crescimento da cultura web.

Até ver, o mais prolífico tem sido o deputado José Pacheco Pereira, o que é engraçado, porque deve ter sido dos primeiros políticos a ter um blog, tendo a obrigação e os anos disto suficientes para já compreender a filosofia da coisa – o que não o impede de escrever coisas destas. Mas há para aí mais.

Fórum euromilhoes.comEste post é uma reedição de outro post meu no euromilhoes.com.

Quando jogamos apostas múltiplas, ou desdobramentos completos, a quantidade e tipo de prémio recebido é bastante maior, e mais organizada, do que se jogássemos a mesma quantidade de apostas ao calhas. Sabemos isto intuitivamente; então, como saber que e quantos prémios teremos no caso de acertarmos uma quantidade arbitrária de números?

A SCML disponibiliza umas tabelas no seu portal de jogos (aqui para o Totoloto, não existe para o Euromilhões), mas, no caso de querermos fazer apostas diferentes dos casos previstos (com desdobramentos completos), é conveniente saber como calcular.

Para começar, e como aquecimento, vamos relembrar como são calculadas as múltiplas. Como todos os jogos a partir de agora têm dois sub-jogos (no caso do Euromilhões, são as estrelas, no novo Totoloto, o número da sorte), entremos logo em linha de conta com isso.

swype

Desde que tenho o meu telemóvel Android que tenho tido uma certa luta com o teclado; eu vinha de um Windows Mobile com teclado físico, completo, e estes teclados virtuais metiam-me uma confusão doida.

Ouvia falar do Swype há algum tempo, e sabia que vinha nalguns dos novos Android, mas sempre pensei que fosse em regime de exclusividade, isto é, sem hipótese de instalação posterior.

Entretanto, descobri que existia um programa de testes beta, o que é verdadeiramente espectacular. É um bocado doloroso de instalar: é preciso inscrever-mo-nos, fazer o download do instalador, desactivar a protecção de instalações de terceiros no Android, fazer o registo no instalador, enfim, um pain in the ass - mas vale a pena!

Mas o que é, afinal, o Swype?

Num mini-projecto que estou a preparar em HTML5 e CSS3, estou a usar cantos redondos feitos por CSS. O código para os fazer (ainda) é com os prefixos dos vários browsers e é muito simples:

/* standards */
border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Firefox */
-moz-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Safari e Chrome */
-webkit-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Opera */
-o-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;

Nem preciso dizer que nenhuma versão corrente do Internet Explorer suporta isto, certo?

Só para que vejam o efeito, aqui fica uma bonita (cof, cof) caixa com este estilo aplicado:

Da Zon…

Quando me mudei cá para trás das pedras, vinha duma ligação Cabovisão com pouquíssimos problemas. Era estável, era raro falhar, e a única coisa que tenho a apontar é a nabice do serviço de apoio ao cliente, embora tenha aprendido ao longo dos anos que é um problema transversal a todos os serviços de apoio ao cliente, seja do que for.

Ainda antes de sair lá de perto do mar, fui-me informar que opções é que tinha de internet e televisão. Infelizmente, a Cabovisão não era uma das opções. A PT Multimedia tinha acabado de ser obrigada a fazer o spin-off da antiga TVCabo, e o Meo dava os primeiros passos.

Devo explicar o que é que sempre me irritou no serviço IPTV: não me podia dar ao luxo de levar uma pancada de 2 a 4 Mbits/s de cada vez que ligava a box, numa altura em que as velocidades máximas andavam pelos 8Mbits/s. Seja, então, o serviço da Zon.

Tive algumas peripécias inicias, uma sobre-facturação que demorou alguns três meses a resolver; depois, fui um dos primeiros a subscrever a novíssima Zonbox HD+DVR, que estava a transbordar de bugs, pelo que fui obrigado a devolvê-la passado um mês – embora tenha readerido mais tarde, quando ficou mais estável.

No entanto, a gota de água foi a descoberta que, apesar de ter o mesmo pacote, e consequente preço, dos restantes clientes, não tinha os mesmos serviços. Isto acontece com duas zonas do país, as servidas pelo head-end de Mirandela, o que significa toda a gente de Lamego para cima, e com o de Évora, que é, basicamente, todo o interior Alentejano. Depois de me andar a queixar durante alguns meses da falta do videoclube e dos widgets – já para não falar de bugs e particularidades que têm há anos, como os DNS completamente marados e o traffic-shaping agressivo – os nabos (lá está) do serviço de apoio ao cliente até a box me trocaram, quando deveriam estar cansados de saber que, naquela zona, eu nunca teria aqueles serviços.

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