Depois do pesadelo de relações públicas no qual a Ensitel, inadvertidamente, se enfiou, eis que alguém, finalmente, lá terá pensado que se apanham mais moscas com mel do que com vinagre (embora, como diria Sheldon Cooper, se apanhem ainda mais com estrume):

Nos últimos dias temos ouvido as vossas opiniões. Nunca foi nossa intenção limitar a liberdade de expressão da Maria João Nogueira, mas apenas a defesa da nossa marca. Mas vemos agora que a nossa atitude foi inadequada e por isso vamos retirar de imediato a acção judicial.

Pretendemos também, no futuro, estar mais atentos ao que os nossos clientes dizem online, de modo a podermos assegurar que a vossa experiência com a Ensitel é o mais positiva possível. Nesse sentido estamos a preparar novas maneiras de poderem comunicar connosco, sempre que tenham um problema numa das nossas lojas ou com um dos nossos produtos.

Pedro Machado

Responsável de Vendas e Serviço a Clientes

Desta vez, fizeram tudo certo: o comunicado foi feito, precisamente, onde a repercussão foi mais forte, no Facebook; o reconhecimento que a acção foi atentatória da liberdade de expressão; o reconhecimento de que têm um problema comunicacional na área online; e o abandono do impessoal “a gerência” em favor duma personalização mais adequada.

Não sei se a ideia foi de Pedro Machado ou de alguém da sua assessoria, mas é bom que o crédito seja dado onde devido, e que o responsável pela crise anterior leve um valente puxão de orelhas.

Duma forma ou de outra, penso que terá sido o despertar definitivo das grandes empresas portuguesas para o social media. Para uma abordagem dos erros e oportunidades (quase um SWOT), ler aqui e aqui o que tem a dizer Alda Telles (consultora em comunicação e relações públicas – além de blogger, claro).

Finalmente, aquele abraço à Jonas, que aguentou os disparos iniciais desta escaramuça, e assim, provavelmente, se terá inscrito, com todo o mérito, na história do social media em Portugal – onde provavelmente já constaria, pelo seu trabalho nos blogs do Sapo.

Comentários Nenhum comentário Continuar a ler Continuar a ler »

Há marcas que não têm a noção do ridículo... E quando resolvem puxar dos galões com uma pessoa tão conhecida e com o manifesto mau feitio da Jonasnuts, é a receita para a catástrofe. Da minha parte, cá fica o meu singelo contributo para que as marcas aprendam, de uma vez por todas, que alienar os clientes não é a melhor maneira de fazer negócio.

No passado dia 22 fui surpreendida, ao receber uma nota de citação pessoal.

Parece que a Ensitel não gosta mesmo nada dos posts que aqui escrevi sobre a minha experiência enquanto cliente deles, e acha que eu não tenho o direito de partilhar, neste meu espaço, aquilo que penso e sinto acerca da empresa.

Posto isto, os senhores, em vez de me telefonarem e perguntarem como é que poderiam resolver o problema, decidiram que era mais eficaz pedirem aos advogados que os representam que me escrevessem, intimando-me a apagar os posts em causa. Não pediram direito de resposta, não perguntaram como é que poderiam resolver o problema, não quiseram, sequer, saber, porque razão é que eu estava chateada com eles, não, decidiram que o que queriam era que eu apagasse os posts. Não apaguei.

Assim sendo, os senhores cumpriram a ameaça, e no dia 22 recebi a tal citação pessoal, que é um documento de 31 página (sim, 31) em que sou intimada pelo tribunal a constituir um advogado, e é um procedimento cautelar.

Ide continuar a ler as aventuras da Jonasnuts. Toda a história, em capítulos: Take 1, Take 2, Take 3, Take 4, Take 5, Take 6 e Take 7.

Comentários 1 comentário Continuar a ler Continuar a ler »

Desde pequena, que a minha filha sofre de otites, associadas a alergias ao pólen. Nada de muito diferente de milhares de crianças, todos os anos. Como pais preocupados, falámos com a nossa médica de família, que nos marcou uma consulta para um otorrinolaringologista (ao qual me passarei a referir pelo coloquial otorrino, que otorrinolaringologista custa muito a escrever, embora pudesse copiar otorrinolaringologista e colar otorrinolaringologista sempre que precisasse de escrever otorrinolaringologista), no início do ano passado.

No entanto, e como não podíamos deixar a criança a sofrer, consultámos um otorrino privado, que fez vários exames e foi prescrevendo vários tratamentos ao longo destes quase dois anos. Ao mesmo tempo, ficámos a saber que o sistema informático do centro hospitalar tinha tido alguns problemas, e algumas consultas marcadas, incluindo a nossa, tinham desaparecido… A nossa médica de família remarcou essa consulta, desta feita com carácter de urgência.

Ainda a propósito do Codebits 2010, estava sentado numa mesa com o Pedro Cavaco, que estava a participar na competição de programação com um jogo para smartphones: Android e iPhone.

Estávamos a conversar sobre isso e eu não estava a ver uma forma fácil de fazer isso para duas plataformas ao mesmo tempo, o que se devia apenas a nunca ter tomado muita atenção a essa área...

O Pedro estava a usar uma ferramenta que compila para as duas plataformas ao mesmo tempo, usando a linguagem Lua. Posteriormente, não consegui encontrar essa framework, mas encontrei várias outras para o mesmo efeito.

A maior parte delas suporta apenas duas plataformas (Android e iPhone) e através do uso de um componente web view. Qualquer um dos factores isolados já é mau, mas seria suportável. Em conjunto, não serve para mim.

Acabei por ficar com, apenas, duas das frameworks que encontrei, a Rhomobile Rhodes e a Appcelerator Titanium, para testar.

Esta posta é pouco mais que um repositório, mais para mim do que para o mundo. Posto isto…

Apresentações com conteúdos que quero explorar em mais profundidade, com aplicações práticas para o meu trabalho ou para projectos pessoais:

Para além das acima, a apresentação How to build your own Quadrocopter (vídeo e apresentação), por Lenz Grimmer, não me ensinou nada de novo, mas é um projecto que comecei no final do verão, para se ir fazendo.

Finalmente, a Dr. © - How I Learned to Stop Worrying and Love Fair-Use Licensing (vídeo e apresentação), pelo já acima nomeado André Luís, reflecte a minha posição em relação a licenciamento (é só visitar a licença aqui do DreamsInCode).

Comentários 3 comentários Continuar a ler Continuar a ler »

Já de volta a Trás-os-Montes, de dormir duas noites num colchão fofinho com lençóis, cobertores e tudo e de despachar a tralha pendurada pela gazeta ao trabalho, deixo as últimas impressões sobre o Codebits (mas ainda hei-de voltar a falar dele esta semana).

Ainda antes de me deitar no segundo dia, encontrei, finalmente, a bela da impressora 3D que procurava desde o primeiro dia… Como pensei que fosse uma coisa em destaque pela organização, nunca me tinha passado pela cabeça que estivesse numa das normalíssimas mesas redondas, mas sim numa zona mais distinta. Estava à conversa com o Cynary (do Portugal-a-Programar) e perguntei, como quem não quer a coisa, se sabia onde estava a dita cuja; a resposta foi… “ali”. Mesmo, mesmo, pitosga…

Uma coisa é certa, não vou vender a Wii tão cedo para a substituir por uma Xbox + Kinect, mas é sobretudo uma questão monetária, que a tecnologia está muito lá. Ainda não consegui brincar, mas estive a ver um casal em modo cooperativo em grande diversão. Infelizmente, o surface computer estava desligado.

Depois do almocinho, já fiquei com mais alguma boa disposição para ir assistir às apresentações com outra atitude. Apesar de ter quase adormecido algumas vezes, deveu-se apenas ao cansaço e nunca à falta de empenho dos speakers.

Em primeiro lugar, a manta da TMN não é grande coisa – não sei para quem é aquilo, mas para pessoas normais não é de certeza, acho que precisava de duas ou três para fazer uma manta normal. O comprimento até é razoável, mas a largura só dá para a Olívia Palito… Os puffs, em compensação, dão uma cama razoável, melhor que o chão.

Ter dormido apenas duas horas não está a contribuir para o meu bom humor, e o grau de exigência disparou em relação às palestras – não que estejam a ser piores, tenho é menos paciência.

Este ano, e pela primeira vez, vou participar no Sapo Codebits, que já vai na sua 4ª edição. No ano passado passou-me pela cabeça participar, mas só dei conta depois de acontecer. Este ano estava mais atento, e como a Jonasnuts é uma pessoa de palavra, cá estou eu a relatar os acontecimentos do primeiro dia, do meu ponto de vista.

Para outro ponto de vista, é ir ver o que tem a dizer o Marco Santos, do Bitaites.

Mas vamos a isto… Mal cheguei:

Reparei agora que é a segunda vez que publico uma posta em estereofonia num blog onde sou convidado, e nunca aqui falei sobre o mesmo.

A Pegada, a morar aqui, é um blog que começou com duas das minhas mais habituais leituras, que foi expandindo até ao actual colectivo pentagonal.

O Rogério da Costa Pereira é, ao que sei, advogado na zona da Covilhã, sportinguista convicto (e como todos os sportinguistas convictos, com a síndrome auto-destrutiva que os caracteriza, o que muito irrita os sportinguistas ferrenhos como eu – é diferente, meus amigos, é diferente), meu medicamento servido a tabefes no trombil para os finais de jornadas de trabalho que faço nas madrugadas dos fins-de-semana.

Isabel Moreira, também advogada (constitucionalista?), e, como tal, sempre bom para ler opiniões de quem tem, para variar, a bagagem necessária para a fundamentar convenientemente. E se também escrever coisas destas, é só a cobertura em cima do bolo.

Quanto aos três restantes, nunca tinha ouvido falar, mas lucy pepper é uma ilustradora do camandro (o catálogo dela sobre trolls devia ser de leitura obrigatória para quem tem acesso à internet – infelizmente para os nossos conblogosferistas que só falam a língua de Camões, só está disponível em Inglês), o besugo, quanto mais não fosse, é sportinguista, e dotado dum humor meio Gato Fedorento, meio Miguel Esteves Cardoso. Finalmente, e perdoe-me Luiz Antunes, como ex-músico-que-um-dia-teve-a-ilusão-de-ter-sucesso-no-panorama-musical-nacional, tenho toda a solidariedade para com a problemática da cultura em Portugal; simplesmente, a dança não é por aí além a minha praia (apesar da boa influência que sofri da minha esposa e de algumas amigas ao longo da juventude para a dança jazz, moderna e contemporânea – além do ballet da minha filha – mas não chegou).

Foi nesta ilustre companhia que me foi endereçado convite para escrever, o que fiz por duas vezes, com Todos os nomes e Limpar os pés antes de entrar.

Muito agradecido pelo convite, cá fica o singelo pagamento.

Comentários Nenhum comentário Continuar a ler Continuar a ler »
 Categorias
 Arquivo
 Projectos em Destaque
 Últimas Postas no Blog
 Últimos Comentários do Blog