anonymity2Volta e meia, alguém se lembra de resmonear contra os “anónimos” da web. Normalmente, quando não se concorda com os tais “anónimos”, ou quando se está sob ataque dos mesmos. Se estiverem muito sossegadinhos, já não há problema nenhum. Se meter política, e partindo do princípio que para aí metade (estimativa extremamente optimista) dos comentadores políticos online não percebe a dinâmica, a cultura e a filosofia da web para além do espacinho dos blogs políticos portugueses, aparecem rants completamente absurdas para quem acompanhou o crescimento da cultura web.

Até ver, o mais prolífico tem sido o deputado José Pacheco Pereira, o que é engraçado, porque deve ter sido dos primeiros políticos a ter um blog, tendo a obrigação e os anos disto suficientes para já compreender a filosofia da coisa – o que não o impede de escrever coisas destas. Mas há para aí mais.

Fórum euromilhoes.comEste post é uma reedição de outro post meu no euromilhoes.com.

Quando jogamos apostas múltiplas, ou desdobramentos completos, a quantidade e tipo de prémio recebido é bastante maior, e mais organizada, do que se jogássemos a mesma quantidade de apostas ao calhas. Sabemos isto intuitivamente; então, como saber que e quantos prémios teremos no caso de acertarmos uma quantidade arbitrária de números?

A SCML disponibiliza umas tabelas no seu portal de jogos (aqui para o Totoloto, não existe para o Euromilhões), mas, no caso de querermos fazer apostas diferentes dos casos previstos (com desdobramentos completos), é conveniente saber como calcular.

Para começar, e como aquecimento, vamos relembrar como são calculadas as múltiplas. Como todos os jogos a partir de agora têm dois sub-jogos (no caso do Euromilhões, são as estrelas, no novo Totoloto, o número da sorte), entremos logo em linha de conta com isso.

swype

Desde que tenho o meu telemóvel Android que tenho tido uma certa luta com o teclado; eu vinha de um Windows Mobile com teclado físico, completo, e estes teclados virtuais metiam-me uma confusão doida.

Ouvia falar do Swype há algum tempo, e sabia que vinha nalguns dos novos Android, mas sempre pensei que fosse em regime de exclusividade, isto é, sem hipótese de instalação posterior.

Entretanto, descobri que existia um programa de testes beta, o que é verdadeiramente espectacular. É um bocado doloroso de instalar: é preciso inscrever-mo-nos, fazer o download do instalador, desactivar a protecção de instalações de terceiros no Android, fazer o registo no instalador, enfim, um pain in the ass - mas vale a pena!

Mas o que é, afinal, o Swype?

Num mini-projecto que estou a preparar em HTML5 e CSS3, estou a usar cantos redondos feitos por CSS. O código para os fazer (ainda) é com os prefixos dos vários browsers e é muito simples:

/* standards */
border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Firefox */
-moz-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Safari e Chrome */
-webkit-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;
/* para o Opera */
-o-border-radius: 1em 0.25em 2em 2em;

Nem preciso dizer que nenhuma versão corrente do Internet Explorer suporta isto, certo?

Só para que vejam o efeito, aqui fica uma bonita (cof, cof) caixa com este estilo aplicado:

Da Zon…

Quando me mudei cá para trás das pedras, vinha duma ligação Cabovisão com pouquíssimos problemas. Era estável, era raro falhar, e a única coisa que tenho a apontar é a nabice do serviço de apoio ao cliente, embora tenha aprendido ao longo dos anos que é um problema transversal a todos os serviços de apoio ao cliente, seja do que for.

Ainda antes de sair lá de perto do mar, fui-me informar que opções é que tinha de internet e televisão. Infelizmente, a Cabovisão não era uma das opções. A PT Multimedia tinha acabado de ser obrigada a fazer o spin-off da antiga TVCabo, e o Meo dava os primeiros passos.

Devo explicar o que é que sempre me irritou no serviço IPTV: não me podia dar ao luxo de levar uma pancada de 2 a 4 Mbits/s de cada vez que ligava a box, numa altura em que as velocidades máximas andavam pelos 8Mbits/s. Seja, então, o serviço da Zon.

Tive algumas peripécias inicias, uma sobre-facturação que demorou alguns três meses a resolver; depois, fui um dos primeiros a subscrever a novíssima Zonbox HD+DVR, que estava a transbordar de bugs, pelo que fui obrigado a devolvê-la passado um mês – embora tenha readerido mais tarde, quando ficou mais estável.

No entanto, a gota de água foi a descoberta que, apesar de ter o mesmo pacote, e consequente preço, dos restantes clientes, não tinha os mesmos serviços. Isto acontece com duas zonas do país, as servidas pelo head-end de Mirandela, o que significa toda a gente de Lamego para cima, e com o de Évora, que é, basicamente, todo o interior Alentejano. Depois de me andar a queixar durante alguns meses da falta do videoclube e dos widgets – já para não falar de bugs e particularidades que têm há anos, como os DNS completamente marados e o traffic-shaping agressivo – os nabos (lá está) do serviço de apoio ao cliente até a box me trocaram, quando deveriam estar cansados de saber que, naquela zona, eu nunca teria aqueles serviços.

Depois do pesadelo de relações públicas no qual a Ensitel, inadvertidamente, se enfiou, eis que alguém, finalmente, lá terá pensado que se apanham mais moscas com mel do que com vinagre (embora, como diria Sheldon Cooper, se apanhem ainda mais com estrume):

Nos últimos dias temos ouvido as vossas opiniões. Nunca foi nossa intenção limitar a liberdade de expressão da Maria João Nogueira, mas apenas a defesa da nossa marca. Mas vemos agora que a nossa atitude foi inadequada e por isso vamos retirar de imediato a acção judicial.

Pretendemos também, no futuro, estar mais atentos ao que os nossos clientes dizem online, de modo a podermos assegurar que a vossa experiência com a Ensitel é o mais positiva possível. Nesse sentido estamos a preparar novas maneiras de poderem comunicar connosco, sempre que tenham um problema numa das nossas lojas ou com um dos nossos produtos.

Pedro Machado

Responsável de Vendas e Serviço a Clientes

Desta vez, fizeram tudo certo: o comunicado foi feito, precisamente, onde a repercussão foi mais forte, no Facebook; o reconhecimento que a acção foi atentatória da liberdade de expressão; o reconhecimento de que têm um problema comunicacional na área online; e o abandono do impessoal “a gerência” em favor duma personalização mais adequada.

Não sei se a ideia foi de Pedro Machado ou de alguém da sua assessoria, mas é bom que o crédito seja dado onde devido, e que o responsável pela crise anterior leve um valente puxão de orelhas.

Duma forma ou de outra, penso que terá sido o despertar definitivo das grandes empresas portuguesas para o social media. Para uma abordagem dos erros e oportunidades (quase um SWOT), ler aqui e aqui o que tem a dizer Alda Telles (consultora em comunicação e relações públicas – além de blogger, claro).

Finalmente, aquele abraço à Jonas, que aguentou os disparos iniciais desta escaramuça, e assim, provavelmente, se terá inscrito, com todo o mérito, na história do social media em Portugal – onde provavelmente já constaria, pelo seu trabalho nos blogs do Sapo.

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Há marcas que não têm a noção do ridículo... E quando resolvem puxar dos galões com uma pessoa tão conhecida e com o manifesto mau feitio da Jonasnuts, é a receita para a catástrofe. Da minha parte, cá fica o meu singelo contributo para que as marcas aprendam, de uma vez por todas, que alienar os clientes não é a melhor maneira de fazer negócio.

No passado dia 22 fui surpreendida, ao receber uma nota de citação pessoal.

Parece que a Ensitel não gosta mesmo nada dos posts que aqui escrevi sobre a minha experiência enquanto cliente deles, e acha que eu não tenho o direito de partilhar, neste meu espaço, aquilo que penso e sinto acerca da empresa.

Posto isto, os senhores, em vez de me telefonarem e perguntarem como é que poderiam resolver o problema, decidiram que era mais eficaz pedirem aos advogados que os representam que me escrevessem, intimando-me a apagar os posts em causa. Não pediram direito de resposta, não perguntaram como é que poderiam resolver o problema, não quiseram, sequer, saber, porque razão é que eu estava chateada com eles, não, decidiram que o que queriam era que eu apagasse os posts. Não apaguei.

Assim sendo, os senhores cumpriram a ameaça, e no dia 22 recebi a tal citação pessoal, que é um documento de 31 página (sim, 31) em que sou intimada pelo tribunal a constituir um advogado, e é um procedimento cautelar.

Ide continuar a ler as aventuras da Jonasnuts. Toda a história, em capítulos: Take 1, Take 2, Take 3, Take 4, Take 5, Take 6 e Take 7.

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Desde pequena, que a minha filha sofre de otites, associadas a alergias ao pólen. Nada de muito diferente de milhares de crianças, todos os anos. Como pais preocupados, falámos com a nossa médica de família, que nos marcou uma consulta para um otorrinolaringologista (ao qual me passarei a referir pelo coloquial otorrino, que otorrinolaringologista custa muito a escrever, embora pudesse copiar otorrinolaringologista e colar otorrinolaringologista sempre que precisasse de escrever otorrinolaringologista), no início do ano passado.

No entanto, e como não podíamos deixar a criança a sofrer, consultámos um otorrino privado, que fez vários exames e foi prescrevendo vários tratamentos ao longo destes quase dois anos. Ao mesmo tempo, ficámos a saber que o sistema informático do centro hospitalar tinha tido alguns problemas, e algumas consultas marcadas, incluindo a nossa, tinham desaparecido… A nossa médica de família remarcou essa consulta, desta feita com carácter de urgência.

Ainda a propósito do Codebits 2010, estava sentado numa mesa com o Pedro Cavaco, que estava a participar na competição de programação com um jogo para smartphones: Android e iPhone.

Estávamos a conversar sobre isso e eu não estava a ver uma forma fácil de fazer isso para duas plataformas ao mesmo tempo, o que se devia apenas a nunca ter tomado muita atenção a essa área...

O Pedro estava a usar uma ferramenta que compila para as duas plataformas ao mesmo tempo, usando a linguagem Lua. Posteriormente, não consegui encontrar essa framework, mas encontrei várias outras para o mesmo efeito.

A maior parte delas suporta apenas duas plataformas (Android e iPhone) e através do uso de um componente web view. Qualquer um dos factores isolados já é mau, mas seria suportável. Em conjunto, não serve para mim.

Acabei por ficar com, apenas, duas das frameworks que encontrei, a Rhomobile Rhodes e a Appcelerator Titanium, para testar.

Esta posta é pouco mais que um repositório, mais para mim do que para o mundo. Posto isto…

Apresentações com conteúdos que quero explorar em mais profundidade, com aplicações práticas para o meu trabalho ou para projectos pessoais:

Para além das acima, a apresentação How to build your own Quadrocopter (vídeo e apresentação), por Lenz Grimmer, não me ensinou nada de novo, mas é um projecto que comecei no final do verão, para se ir fazendo.

Finalmente, a Dr. © - How I Learned to Stop Worrying and Love Fair-Use Licensing (vídeo e apresentação), pelo já acima nomeado André Luís, reflecte a minha posição em relação a licenciamento (é só visitar a licença aqui do DreamsInCode).

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